Esta forma alegre de cantar as lutas pela libertação africana

40 anos de independência das ex-colónias portuguesas celebrados esta noite em São Bento com as muitas vozes da lusofonia

"O meu pai lutou tanto pela independência da Guiné, e consequentemente de Cabo Verde e das outras ex-colónias portuguesas, e pelo 25 de abril, porque uma coisa está ligada com a outra. E estar a filha dele com colegas da mesma geração a cantar essa liberdade, de nos misturarmos tanto, é uma coisa fantástica", diz Karyna Gomes. Dois anos mais velha do que a sua Guiné-Bissau, independente desde 10 de setembro de 1974, data em que o Estado português reconheceu a independência declarada unilateralmente em setembro de 1973, a cantora fala do concerto que esta noite celebra os 40 anos da independência dos países africanos de língua portuguesa nos jardins da Assembleia da República.

Sara Tavares, portuguesa descendente de cabo-verdianos, é a "maestrina" do concerto que junta a África outrora portuguesa no palco onde se ouvirá tanto José Afonso como Dany Silva. Traz outro amigo também e Venham mais cinco "numas versões assim mais dançáveis", conta a cantora ao arrumar instrumentos na pequena sala do Teatro Lanterna Mágica, no Alvito, onde os músicos se juntaram esta semana para ensaiar.

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