Entre a alegria da comédia e a vulnerabilidade do drama

Intérprete do filme dos irmãos Coen, Salve, César!, Clooney sempre explorou os contrastes entre comédia e drama, ao mesmo tempo construindo carreira de produtor e realizador

Universalmente consagrado como símbolo de elegância e charme, George Clooney continua a ser motivo de sarcasmo por parte de Joel e Ethan Coen. Assim volta a acontecer em Salve, César! (estreia quinta-feira), evocação nostálgica e cómica de Hollywood na década de 50 em que Clooney interpreta a vedeta de um épico da Roma antiga, cuja arte de representar não será o seu talento mais visível...

Em boa verdade, tudo isso resulta de uma evidente cumplicidade com os irmãos Coen que já o tinham dirigido nas comédias Irmão, Onde Estás? (2000), Crueldade Intolerável (2003) e Destruir depois de Ler (2008). Dir-se-ia que tal exposição, contra a sua própria imagem de marca, serve o método de trabalho de Clooney: o ator que todos conhecemos como símbolo promocional do café Nespresso (e também de outras marcas, como o vermute Martini ou os automóveis Fiat) não abdica de uma versatilidade artística que, ironicamente, talvez passe despercebida a muitos dos seus fãs.

Bastará recordar a sua performance nos Óscares da Academia de Hollywood. Assim, ganhou um Óscar de interpretação (melhor ator secundário) em Syriana (2005), filme de Stephen Gaghan sobre os bastidores da geopolítica do petróleo. Mas é um facto que, na sua galeria de prémios, conta com outra distinção da Academia de Hollywood, porventura bem mais importante: na qualidade de produtor, Clooney arrebatou, com Argo, dirigido por Ben Affleck, o Óscar de melhor filme de 2012 (partilhado com Grant Heslov e o próprio Affleck).

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