"É um privilégio poder atuar para públicos que não têm o inglês como língua materna"

A cantora britânica estreia-se hoje à noite em Portugal, com um concerto incluído no cartaz do Cool Jazz Fest, que se prolonga até dia 27

Ainda não tem qualquer disco gravado, mas aos 22 anos já é apelidada por muitos como a nova Adele. Nascida em Oxford, Frances deu-se a conhecer em 2014, quando editou o single Fire May Save You e a partir daí a sua vida mudou por completo.

Seguiram-se os EP"s Grow e Let it Out, lançados no ano seguinte, que lhe valeram a nomeação para o prémio "escolha da crítica" dos últimos Brit Awards. Com uma sonoridade marcada pelo som do piano, algures entre a pop, a folk e a soul, a jovem cantora britânica, que escreve e produz a sua própria música, é uma das estrelas emergentes deste ano.

É assim com uma popularidade cada vez mais em crescendo que hoje se estreia ao vivo em Portugal, nos Jardins do Marquês de Pombal, em Oeiras, num concerto integrado na edição deste ano do EDP Cool Jazz, por onde ainda irão passar nomes como The Cinematic Orchestra (17 de julho), Seal (20 de julho) Stacey Kent (21 de julho), Koop Oscar Orchestra + Nouvelle Vague (23 de julho), Omara Portuondo & Diego el Cigala + Luís Represas com Paulo Flores (26 de julho) e Marisa Monte convida Carminho (27 de julho).

Com que idade é que começou a escrever música?

Devia ter aí uns 12 anos. Tinha aprendido piano e comecei por tocar algumas das minhas canções favoritas, mas com o passar do tempo iniciei a composição de algumas músicas, inspiradas na minha vida e dos meus amigos, sobre aqueles problemas típicos da adolescência, como os primeiros amores ou o bullying.

Continua a colocar as suas experiências pessoais e de vida na música que compõe?

Sim, porque esse é o meu modo de compor. Sempre encarei a música de uma forma muito pessoal e é com base na minha vida e nos meus sentimentos que componho. Mas faço-o sempre sob uma visão artística, para que depois, quem oiça as minhas canções, possa fazer as suas próprias interpretações. A mesma canção pode ter muitos significados, dependendo de quem a ouve.

Mas é sabido que os seus concertos são muito emotivos, sendo normal ver pessoas em lágrimas por entre o público...

Sim, é verdade que muitas vezes vejo pessoas a chorar nos meus espetáculos e fico muito emocionada com isso. Mas às vezes também os tento fazer rir (risos). Quando passamos muito tempo na estrada, a tocar quase todas as noites, é fácil que os concertos se tornem num rotina e eu tento sempre fazer qualquer coisa diferente.

E como vai ser este concerto no EDP Cool Jazz, que marcará a sua estreia em Portugal?

Acho que vai ser um dos maiores que alguma vez dei (mais risos) e vou estar acompanhada por uma banda, o que também torna este concerto muito mais especial em termos musicais. Durante muito tempo só toquei em Inglaterra e é um privilégio poder atuar agora para públicos que não têm o inglês como língua materna, mas mesmo assim se sentem tocados pelas minhas palavras.

Foi recentemente nomeada para o prémio da crítica nos Brit Awards e já há quem a compare a Adele, como se lida com isso aos 22 anos?

Está tudo a acontecer muito rapidamente na minha carreira, mas é uma sensação fantástica, que tento aproveitar ao máximo. E, como é óbvio, não me importo nada que me comparem à Adele, é uma honra. Mas ela é a rainha, a melhor de todas, e eu acabei de chegar agora.

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