Discurso anti-Trump marca prémios e passadeira vermelha

A decisão do presidente norte-americano de proibir a entrada de imigrantes de vários países de maioria muçulmana foi criticada pelos atores e atrizes.

A vencedora do prémio do Sindicato dos Atores dos EUA (SAG Awards) de melhor atriz numa série de comédia, Julia Louis-Dreyfus, pelo desempenho na sátira política "Veep", disse que era filha de um imigrante que escapou à perseguição religiosa quando a França estava ocupada pelos nazis.

"Porque eu amo este país, estou horrorizada com as suas nódoas", disse Louis-Dreyfus. "E este decreto anti-imigração é uma nódoa e não é americano", acrescentou, referindo-se à decisão do presidente Donald Trump de não deixar entrar imigrantes de vários países de maioria muçulmana.

Kerry Washington, nomeada para o filme de TV "Confirmation", disse que "muitas pessoas estão a dizer que os atores não devem expressar as suas opiniões políticas".

"Mas a verdade é que os atores são ativistas, porque eles encarnam o valor e a humanidade de todas as pessoas", sublinhou.

William H. Macy, vencedor do prémio de melhor ator de série de comédia por "Shameless - No Limite", disse estar "chocado" e agradeceu "ao Presidente Trump por fazer parecer Frank Gallagher tão normal".

Lily Tomlin, distinguida com o prémio carreira, deixou o conselho para "viverem a vida de maneira a que quando estiverem a ser homenageados pelos seus feitos, e as pessoas forem chamadas a tecerem elogios, possam sentir-se razoavelmente honestos pelos seus comentários".

"Caso contrário, nestes tempos, todas as suas palavras... podem ser entendidas como factos alternativos ou, pior ainda, notícias falsas", disse a atriz.

Na passadeira vermelha, o ator Simon Helberg surgiu com um cartaz onde se lia "bem-vindos refugiados" e a mulher, a atriz Jocelyn Towne, escreveu no peito as palavras "deixem-nos entrar".

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