De "Carmina Burana" à Zona Não Vigiada

"Carmina Burana", a obra monumental de Carl Orff, pelo Coro e Orquestra Gulbenkian é o ponto alto da programação. É já no dia 9, no Vale do Silêncio, nos Olivais.

Mas há mais música - como o Sou do Fado, no Largo de São Carlos ou as Big Band. E dança, a novidade desta edição: é escolher o estilo preferido (ou experimentar todos). Eis alguns destaques.


Carmina Burana

O Coro e Orquestra Gulbenkian e o Coro Infantil do Instituto Gregoriano de Lisboa, dirigidos pelo maestro José Eduardo Gomes, apresentam a obra do compositor alemão Carl Orff no parque urbano do Vale do Silêncio, nos Olivais. A peça foi uma proposta da Gulbenkian "no sentido de fazer-se na rua nesta lógica de ser acessível e cativar pessoas. Tentamos fazer reportórios que sejam acessíveis e Carmina Burana é daquelas universais que é quase impossível a pessoa ficar indiferente", diz a presidente da EGEAC.

Parque do Vale do Silêncio, Olivais, a 9 de setembro, 21.30

Dançar a Cidade

Todos os fins de semana, o desafio do Lisboa na Rua é pôr os lisboetas a dançar. Haverá aulas abertas de forró, lindy hop, salsa, merengue, zumba, kuduro, danças tradicionais portuguesas. Todas as atividades propostas são de acesso livre e gratuito. Amanhã, no Parque Eduardo VII, haverá swing, folk e forró. Uma mistura de estilos improvável mas sem dúvida animada. Estará por lá a Swing Station a dar o ritmo.

Vários locais, aos sábados e domingos

Lisboa Soa

E se as flores falassem? Talvez falem, nesta segunda edição do Lisboa Soa, que se instala na Estufa Fria depois de na edição anterior ter surpreendido os visitantes na Tapada das Necessidades. Artistas sonoros nacionais e internacionais apresentam as suas propostas, num vetor da programação com a curadoria de Raquel Castro. Entre os teasers do programa está um curioso "sonic close up com grilos ao vivo" - da artista eslovena Sasa Spacal.

Estufa fria, de 14 a 17 de setembro

Antiprincesas

A coleção Antiprincesas ganha vida em peças de teatro. As protagonistas da coleção de livros da Tinta da China ganham cor e corpo e voz. São elas: Violeta Parra, Frida Khalo, Juana Azurdy e Clarice Lispector. "São mulheres reais, mas que desafiaram os cânones e revolucionaram o mundo através da arte, da literatura ou da política", sublinha o programa.

Jardim da Cerca da Graça, nos dias 17 e 30 de setembro

Sou do Fado

É uma aposta ganha do Lisboa na Rua: fado no Largo de São Carlos, em pleno Chiado. Nesta edição, Hélder Moutinho (dia 7), Cristina Branco (dia 14), Cuca Roseta (dia 21) e Aldina Duarte (dia 28). "Tivemos dúvidas em fazê-lo aqui porque a praça já é pequena para estes nomes, mas os próprios fadistas gostam muito desta praça", conta Joana Gomes Cardoso, assumindo que este é um dos pontos mais turísticos do cartaz. "Já sabemos que vamos ter as pessoas lá em cima, penduradas... é onde os turistas vêm em massa. É muito engraçado ver as reações deles porque estão ali num registo que é muito diferente das casas de fado. São experiências muito diferentes. Eles ficam encantados", diz Joana Gomes Cardoso, presidente da EGEAC.

Largo de São Carlos, nos dias 7, 14, 21 e 28 de setembro, 21.30

A Arte da Big Band

Seis concertos ao fim da tarde com as big band do jazz. É o espetáculo que abre o Lisboa na Rua, no dia 1, com a Orquestra de Jazz do Hot Club de Portugal, no Jardim do Campo Grande. Vão interpretar a música de António Pinho Vargas, mais precisamente Dança dos Pássaros. Segue-se, no dia 8, no jardim da Quinta das Conchas, uma orquestra jazz que vem de Sevilha, Espanha, a Andalucia Big Band. No dia 15 é a vez de o Jardim da Amnistia Internacional receber a Big Band Júnior, uma orquestra-escola de jazz com músicos entre os 12 e os 17 anos (foto no fundo da página). A 22, o Parque da Bela Vista recebe a Big Band do Município da Nazaré e a 23, no Largo da Ajuda, é a vez da Orquestra Jazz de Matosinhos com uma convidada especial: Manuela Azevedo. O programa das big band encerra no dia 29, no Jardim Amália Rodrigues, com o LUME - Lisbon Underground Music Ensemble.

Vários locais, nos dias 1, 8, 15, 22, 23 e 29 de setembro, às 19.00

Kiosquorama

Um festival itinerante, de música independente, que anda por outras cidades europeias, que decorre nos coretos. Conta a presidente da EGEAC que o promotor francês estava com receio de esta edição fazer o Kiosquorama em Carnide (no ano passado foi no Jardim da Estrela) porque lhe disseram que o local era muito perigoso, mas que quando finalmente lá foi depressa se encantou com o local...

Coreto de Carnide, 2 de setembro, 13.30/19.30

Cinecidade

Um ciclo de cinema ao ar livre para refletir as cidades. Dedicado às cidades distópicas, surge inspirado na exposição A Lisboa Que Teria Sido, que ali esteve e mostrou lugares de Lisboa que nunca chegaram a sair do papel e dos projetos de arquitetura. Cinco sessões, nos jardins do Palácio Pimenta - Museu de Lisboa, onde se apresentam: O Herói do Ano 2000, de Woody Allen (dia 2), THX 1138, de George Lucas (dia 9), O Quinto Elemento, de Luc Besson (dia 16), Akira, de Katsuhiro Otomo (dia 23) e Dark City, de Alex Proyas (dia 30).

Jardim do Palácio Pimenta, 2, 9, 16, 23 e 30 de setembro, às 21.30

Zona não Vigiada

Programado pela Filho Único e pela Casa Conveniente, decorre na Zona J de Chelas. "O festival Zona não Vigiada é uma forma de desconstruir a ideia que há de gueto ou de violência. É a mesma lógica de reabilitação e quebrar barreiras e fazer que as pessoas se desloquem a estes sítios e não estejam só no centro", diz Joana Gomes Cardoso. Equiknoxx, God Colony, Flohio, B Fachada, Tomasa del Real e DJ Nigga Fox são alguns nomes do cartaz.

Polidesportivo da Praça Dr. Fernando Amado, Chelas, 16 de setembro, das 16 às 21.00

Consulte o programa completo aqui

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