Concertos mais ou menos tradicionais celebram chegada do ano novo

A exemplo do mundialmente famoso Concerto de Ano Novo da Filarmónica de Viena, também em vários pontos de Portugal se multiplicam os concertos que celebram a entrada do novo ano. Com valsas, claro, mas também com outras músicas de apelo imediato. Eis algumas sugestões, um pouco por todo o país.

Em Viena, a tradição do Concerto de Ano Novo tem hora marcada: 11.15, sempre. Em Portugal, o costume é os concertos acontecerem a seguir ao almoço prolongado de Ano Novo, e irem-se realizando pelos dias seguintes, pois até aos Reis é tempo de festas. Em Lisboa e arredores, no Porto, no Algarve, ou pela região centro, deixamos algumas sugestões, desde o dia 1 até dia 7, para festejar com música a chegada de 2018.

Lisboa, da Avenida a Cascais

Na capital, o Concerto de Ano Novo com mais pedigree, digamos, é o que a Orquestra Metropolitana realiza no Grande Auditório do CCB, a cada 1.º de janeiro. E tem corrido tão bem que o próprio maestro já se tornou insubstituível: Sebastian Perlowski repete a sua presença mais um ano, dirigindo obras de Johann Strauss Jr. (cognominado "o rei das valsas"), claro, mas também populares trechos de Tchaikovsky, Dvorák e do seu compatriota Wojciech Kilar.

Em Cascais, a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras alarga-se ao formato sinfónico (Sinfónica de Cascais) para um concerto no Auditório do Casino Estoril, no dia 7. Com o soprano Rita Marques e o maestro Nikolay Lalov, apresenta-se um programa com obras da dinastia Strauss, e de Weber, Liszt, Gounod, Mendelssohn, Tchaikovsky e Robert Stolz, último expoente da opereta vienense.

CCB, dia 1, 11.30 e 17.00 (este já esgotado), Auditório Casino Estoril, dia 7, 18.00

Teatro Tivoli BBVA, dia 3, 21.30

Casa da Música serve aperitivo austríaco

No Porto, uma semana antes da abertura oficial do Ano Áustria (dia 12), a Casa da Música oferece o seu também já tradicional Concerto de Ano Novo nos dias 5 e 6. Sob a direção de Takuo Yuasa, maestro japonês que tem feito a sua carreira europeia sobretudo a partir das ilhas britânicas, a Sinfónica do Porto dá a ouvir um programa integralmente austríaco, com obras de Johann Strauss, pai e filho, e de Franz von Suppé, outro grande mestre da opereta vienense, aqui e ali "apimentadas" por sonoridades "coloridas" de paragens como a Pérsia, a Rússia ou Espanha.

Porto - Casa da Música, dias 5 e 6, 21.00 e 18.00

Ano Novo em digressão pelas Beiras

A centro, a Orquestra Filarmonia das Beiras tem programada uma verdadeira digressão até dia 7, com seis concertos "de Ano Novo e Reis" nesse ínterim. Sob a direção do seu titular, António Vassalo Lourenço, o programa reunido para este périplo junta obras de procedência vienense, claro está, mas também norte-americana: os filmes de Hollywood e os musicais da Broadway fornecem a matéria-prima para os trechos que intercalarão com as valsas.

Aveiro - Teatro Aveirense, dia 1, às 18.00 e dia 2, às 21.30

Mealhada - Cineteatro Messias, dia 4, às 21.30

Viseu - Teatro Viriato, dia 5, 21.30

Figueira da Foz - Foz Plaza, dia 6, 17.30

Oliveira de Azeméis - Cineteatro Caracas, dia 7, 16.00

Clássica do Sul no Algarve e na Avenida da Liberdade

A sul, a Orquestra Clássica do Sul (OCS) apresenta o seu programa de Ano Novo em dois concertos, quase non-stop, no Cineteatro Louletano (dia 1), sob a direção do britânico Robin O"Neill, maestro que tem uma carreira paralela como fagotista. O programa passa pelo inevitável Johann Strauss, mas visita também trechos populares de Rossini, Mozart, Schubert, Elgar e Dvorák. O fim de festa faz--se com a Valsa do Danúbio Azul, de Strauss. Dois dias depois, a OCS sobe com o mesmo programa ao palco do Tivoli BBVA, inaugurando uma parceria com aquela sala, sob o nome de Clássicos na Avenida e que trará a OCS em mais duas ocasiões a Lisboa ao longo de 2018.

Loulé - Cineteatro Louletano, dia 1, 16.00 e 18.00

Lisboa - Tivoli BBVA, dia 3, 21.30

Do sarau em Guimarães à tradição clássica no Funchal

A norte, em Guimarães, o Concerto de Ano Novo da Orquestra de Guimarães (estrutura surgida em 2014) aproxima--se do conceito de sarau, com a participação dos Jovens Cantores da cidade e de alunos da Escola de Dança Flávia Portes. Mas não faltarão as obras de Johann Strauss, a par das Danças Sinfónicas do West Side Story, de Leonard Bernstein e de peças do compositor coral inglês John Rutter. Será no Centro Cultural Vila Flor e terá a direção de Vítor Matos.

Já no Funchal, é dose dupla o que a Orquestra Clássica da Madeira oferece ao seu público no Teatro Baltazar Dias, bem no centro da cidade. Aqui "manda" a tradição vienense e o programa faz-se em exclusivo de obras de Johann Strauss Jr., sob a direção da jovem maestrina italiana Beatrice Venezi.

Guimarães - Centro Cultural Vila Flor, dia 1, 17.00

Funchal - Teatro Baltazar Dias, dia 1, 18.00 e 21.30

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