Com boas perspetivas, a Livraria Ulmeiro adia decisão sobre futuro

"Seja o que for que façamos, seja aqui, seja numa feira, seja no que for, tem de ser sempre em torno do livro e da leitura", sublinhou o fundador José Ribeiro

A livraria Espaço Ulmeiro adiou para o final de abril uma decisão sobre o futuro do espaço, em Lisboa, mas as perspetivas são muito boas, afirmou hoje à agência Lusa o livreiro alfarrabista José Ribeiro.

"Está no ar a criação de uma associação cultural Ulmeiro, para difundir o livro e a leitura, mas estamos ainda em conversações, nomeadamente com o senhorio, que tem sido sensível e tem tido consideração pela longevidade da livraria", disse.

José Ribeiro, que fundou a livraria Espaço Ulmeiro em 1969 no bairro de Benfica, decidiu também prolongar a feira do livro - com descontos em cerca de 200.000 livros - até ao final de abril, enquanto ultima negociações sobre os moldes em que o projeto poderá continuar.

"Seja o que for que façamos, seja aqui, seja numa feira, seja no que for, tem de ser sempre em torno do livro e da leitura", sublinhou.

Para abril está aprazado o lançamento do número zero de uma revista de artes e letras, intitulada O Voo da Coruja, que terá produção artesanal e tiragem pequena, com direção do artista plástico e escritor Hugo Beja.

Será uma publicação dedicada à poesia, prosa e desenho de autores portugueses e ibero-americanos.

A livraria Espaço Ulmeiro abriu em 1969 em Lisboa, mas foi perdendo clientes, sobretudo nos últimos quatro anos, por conta da quebra do poder de compra e da entrada em vigor da nova lei das rendas.

Sobre as últimas semanas, José Ribeiro disse que se tem sentido sensibilizado com a solidariedade manifestada pelas pessoas que passam pela Ulmeiro e espera que essa dinâmica, que se prolonga também pela rede social, onde se realizam leilões diários, dê fôlego para manter o projeto no futuro.

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