O cante alentejano e a açorda pela lente de Tréfaut

Alentejo, Alentejo não mostra só gente a cantar. A comida foi outra maneira que o realizador encontrou para mostrar a identidade da região. Filme estreia-se hoje em três salas

A maior parte do tempo canta-se, mas em outra boa parte do documentário Alentejo, Alentejo come--se. Sérgio Tréfaut, o realizador, conta que "houve dias que filmámos três sequências de açordas". "Comemos umas quantas", diz, sobre o filme que hoje chega às salas de cinema, depois de ter vencido o prémio de melhor filme português no Indie - Festival de Cinema Independente de Lisboa.

Usou-a porque "é quase uma bandeira do Alentejo, como o cante. É uma forma de miséria, de pobreza, de vida, é uma forma de dizer. O mais interessante do cinema é poder mostrar sem explicar e, aqui, quando se vê que todos fazem é porque é de todos", explica ao DN. "É uma forma identitária." O pai do realizador, alentejano, comia quando sentia saudades de casa. Ele descobriu o Alentejo aos 12 anos e a açorda estava à mesa todos os dias.

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