'A Última Vez Que Vi Macau' vence festival luso-brasileiro

O filme de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata foi eleito o Melhor Filme. Guerra da Mata venceu ainda os prémios de Melhor Ator e de melhor curta-metragem com 'O Que Arde Cura'.

O filme A Última Vez Que Vi Macau, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, foi o grande vencedor da 16ª edição do Festival de Cinema Luso Brasileiro que decorreu entre os dias 2 e 9 deste mês em Santa Maria da Feira. O filme venceu nas categorias de Melhor Filme e Melhor Ator, cabendo aí a distinção a João Rui Guerra da Mata, que conquistou ainda um terceiro prémio ao ver a sua curta-metragem O Que Arde Cura (que tem como ator João Pedro Rodrigues) ser distinguida como Melhor Filme na premiação de curtas deste mesmo certame.

"Os prémios são sempre um reconhecimento e uma recompensa pelo trabalho realizado. E estamos muito felizes com os deste festival, logo depois do que recebemos no de Turim na semana passada", afirmou João Rui Guerra da Mata ao DN, referindo aqui o facto de A Última Vez Que Vi Macau ter sido distinguido como Melhor Documentário no festival italiano.

Com passagens por festivais em Cannes (França, onde foi estreado Manhã de Santo António, de João Pedro Rodrigues), Locarno (Suíça), Estados Unidos, Canadá, Brasil e outras paragens, tendo também sido representados em vários festivais portugueses, os dois realizadores tiveram em 2012 um ano intenso. "A visibilidade e o reconhecimento é o mais importante, não só para o nosso cinema, como para o cinema feito em Portugal", comenta Guerra da Mata, para quem importa "a divulgação da cultura portuguesa no mundo, num momento em que parece haver um real desinteresse da parte dos nossos governantes".

Em ano de cenário de considerável estragnação no cinema português, João Rui ressalva: "nós não parámos como está à vista". Mas, "como todos os trabalhadores portugueses, sofremos as consequências das políticas irresponsáveis deste governo", acrescenta, sublinhando, como tantos outros profissionais do setor o têm feito, que "é fundamental que a lei do cinema seja regulamentada com urgência para que da estagnação não passemos ao apodrecimento".

A premiação desta edição 2012 do festival distinguiu ainda Sudoeste, filme de Eduardo Nunes, que recebeu o Prémio Especial do Júri, o Prémio da Crítica e o Prémio do Público. Entre as longas-metragens foram premiados os filmes Cama de Gato, de Filipa Reis e João Miller Guerra (Prémio Revelação) e Boa Sorte meu Amor, de Daniel Aragão (Prémio dos Cineclubes), filme que deu ainda o prémio de Melhor Atriz a Christiana Ubach.

Nas curtas-metragens, além do prémio maior dado ao filme de João Rui Guerra da Mata, o festival premiou Filme para Poeta Cego, de Gustavo Vinagre (Prémio Revelação), A Mão Que Afaga, de Gabriela Amaral Almeida (Prémio Especial do Júri), Sofia Dinger por Lullaby & Maya Da-Rin por Versão Francesa (Menção Honrosa do Júri), Frineia, de Aline Portugal (Prémio da Crítica), O Facínora, de Paulo Abreu (Prémio dos Cineclubes) e Versão Francesa, de Maya Da-Rin (Prémio Onda Curta).

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