"A Última Vez que Vi Macau" estreia-se hoje

(COM VÍDEO) A longa-metragem "A última vez que vi Macau", de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, estreia-se hoje nos cinemas portugueses, tendo, como complemento, a curta "Alvorada vermelha", também dos dois realizadores.

Rodado em Macau, China e Portugal, com a participação da actriz transexual Cindy Scrash, o filme cruza ficção com memórias de um dos realizadores em Macau.

O filme soma vários prémios internacionais e será exibido ainda este mês no Japão, no âmbito de uma retrospetiva dedicada a João Pedro Rodrigues.

Numa altura em que chega aos cinemas, "A última vez que vi Macau" e "Alvorada Vermelha" foram exibidos no festival literário Rota das Letras, que decorreu esta semana em Macau, com a presença dos dois realizadores.

Em declarações à Lusa, João Pedro Rodrigues afirmou que pondera voltar a filmar em Macau no final do ano, juntamente com Guerra da Mata.

"É uma história que nós já escrevemos há uns tempos, subsidiada pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (...), e é mais uma história ambientada em Macau", afirmou.

Os realizadores justificam a vontade de filmar novamente em Macau, com o facto de a cidade "ter muitas histórias para contar".

"Este novo filme tem a ver com isso: nós acharmos que há uma espécie de potencial quase inesgotável de ficção aqui em Macau, e também noutros sítios da Ásia, e essa vontade de sermos contaminados por estes lugares", acrescentou João Pedro Rodrigues.

Ainda sem título definitivo, o novo filme é descrito por João Rui Guerra da Mata como "uma história de encontros e desencontros".

"Aliás, como todas as histórias nesta cidade, porque a linha ficcional de 'A última vez que vi Macau' é toda desenvolvida à volta de um personagem que volta a Macau para encontrar uma amiga e que nunca a consegue encontrar", corroborou João Pedro Rodrigues.

"O João Rui tinha vivido em Macau em miúdo, eu nunca tinha [estado em] Macau, mas nos últimos três anos passei seis meses em Macau. É importante essa ligação afetiva. Nós temos vontade de filmar em determinados sítios pelos quais temos uma ligação afetiva", completou.

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