Martin Scorsese distinguido com o Prémio Princesa das Astúrias de Arte

O cineasta norte-americano Martin Scorsese foi distinguido hoje em Oviedo (Espanha) com o Prémio Princesa das Astúrias das Artes pela "excelência" do seu trabalho criativo que o tornou um dos realizadores "mais destacados" do movimento de renovação cinematográfica.

O júri que atribuiu o galardão considerou que Scorsese é um dos realizadores "mais destacados" do movimento de renovação cinematográfica surgido nos anos 70 do século passado.

"Desenvolve, mesmo assim, uma intensa e ampla tarefa de recuperação, restauração e difusão do património cinematográfico histórico em todo o mundo, através de projetos como The Film Foundation e World Cinema Project", conclui o jurado, acrescentando que "tudo isto o converte numa figura indiscutível do cinema contemporâneo".

Martin Scorsese nasceu em 1942 e cresceu no bairro de Little Italy dessa cidade dos Estados Unidos, no seio de uma família de emigrantes da ilha italiana da Sicília.

O cineasta estudou Literatura Inglesa e Realização Cinematográfica na Universidade de Nova Iorque e entre os seus filmes mais conhecidos estão Táxi Driver, Raging Bull, Tudo Bons Amigos, Casino, Gangs de Nova Iorque, O Aviador, Shutter Island, Entre Inimigos, Os Lobos de Wall Street e o mais recente O Silêncio, que se baseia na história de dois padres jesuítas portugueses, Sebastião Rodrigues e Francisco Garupe, que no século XVII viajam até o Japão

Este é o primeiro prémio que a Fundação espanhola anunciou este ano e na quinta-feira da próxima semana será conhecido o prémio da Comunicação e Humanidade.

Cada premiado recebe uma escultura do pintor e escultor espanhol Joan Miró - símbolo que representa o galardão -, 50 mil euros, um diploma e uma insígnia entregues numa cerimónia solene presidida pelo rei de Espanha, Felipe VI, que terá lugar em outubro no teatro Campoamor, em Oviedo.

Já foram galardoados em anos anteriores com o Prémio Princesa das Astúrias das Artes entidades e personalidades tão diversas como William Kentridge (2017), Francis Ford Coppola (2015), Norman Foster (2009), Bob Dylan (2007) ou Woody Allen (2002), para só citar alguns nomes.

Os Prémios Princesa das Astúrias distinguem o "trabalho científico, técnico, cultural, social e humanitário" realizado por pessoas ou instituições a nível internacional.

O prémio das Artes premeia o trabalho desenvolvido nas áreas do cinema, teatro, dança, música, fotografia, pintura, escultura, arquitetura ou outras manifestações artísticas.

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