Cerveira homenageia Paula Rego

A pintora Paula Rego é a principal homenageada da 19.ª edição da Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira que vai decorrer de julho a setembro naquela vila do Alto Minho, anunciou hoje a organização.

Segundo a Fundação da Bienal de Arte de Cerveira (FBAC), responsável pela organização, trata-se de um "tributo a um dos maiores nomes da pintura nacional e internacional".

No comunicado enviado à imprensa, a FBAC destacou que a ligação da pintora portuguesa, atualmente com 82 anos, àquela bienal remonta a 1995, ano em que a reprodução da sua pintura "Guarda" foi capa do catálogo da oitava edição.

"Numa altura em que se anunciava a descontinuação do evento e após um interregno de três anos, eis que surgiu uma oitava edição revigorada deste acontecimento artístico e cultural", reforçou o coordenador artístico da XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira, Cabral Pinto, citado naquela nota.

O responsável acrescentou que "Paula Rego, hoje reconhecida como uma das principais figuras da arte portuguesa marcou, de certa forma, essa fase de transição na história da Bienal de Cerveira".

Cabral Pinto revelou ainda que a exposição de homenagem a Paula Rego, intitulada "Labirinto de Estórias" e com curadoria de Helena Pereira, pretende "convidar o público a fazer uma viagem retrospetiva pelo percurso da artista".

Maria Paula Figueroa Rego nasceu a 26 de janeiro de 1935, em Lisboa, mas vive em Londres desde os anos 1970. Foi distinguida com a Grã-Cruz da Ordem de Sant'iago de Espada em 2004 e em 2010 recebeu da Rainha Isabel II a Ordem do Império Britânico com o grau de Oficial, pela sua contribuição para as artes.

A Bienal Internacional de Arte de Cerveira vai decorrer de 15 de julho a 16 de setembro, com o tema "Da Pop Arte às Trans-Vanguardas, Apropriações da Arte Popular".

Além de Paula Rego, o evento vai ainda homenagear o escultor Jaime Azinheira.

O programa da mais antiga bienal de arte do país, criada em 1978, que teve o escultor José Rodrigues como um dos fundadores, incluirá um concurso internacional, representações de universidades, escolas superiores e politécnicos das áreas artísticas, artistas convidados nacionais e estrangeiros com curadorias nacionais e internacionais, espetáculos, conferências e debates, ateliês, oficinas, visitas guiadas, entre outras ações.

Em 2015, a Bienal de Arte Vila Nova de Cerveira recebeu mais de 80 mil visitantes, nos 12 espaços que acolheram mais de 500 obras de arte, assinadas por quatro centenas de artistas de 33 países.

A última edição decorreu em espaços expositivos da vila onde nasceu em 1978 e estendeu-se aos municípios vizinhos de Paredes de Coura e Caminha, e a Tomiño, na Galiza.

Segundo a organização, o orçamento da última edição rondou os 450 mil euros, suportados pela câmara local, pela Direção-Geral das Artes e por patrocinadores.

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