Castelo dos Mouros já tem centro de interpretação e espaço arqueológico

O Castelo dos Mouros, em Sintra, inaugurou na terça-feira o Centro de Interpretação da História do Castelo dos Mouros, bem como a musealização do Campo de Investigação Arqueológica.

Ambos integrados no projeto global À Conquista do Castelo, o Centro de Interpretação da História do Castelo dos Mouros e a musealização do Campo de Investigação Arqueológica foram inaugurados na terça-feira, dia 10, pela Parques de Sintra.

A arquitetura do Centro de Interpretação da História do Castelo dos Mouros seguiu a linguagem do projeto global ao eleger o aço, o vidro e a madeira de acácia como materiais, reproduzindo a volumetria que se pensa ser a original.

No interior deste espaço foram instaladas vitrinas em aço e vidro, desenhadas para garantir a segurança e conservação das peças. Um dado em osso, uma queijeira, uma chave, uma panela, machados de pedra polida ou moedas portuguesas e espanholas, são algumas das peças que poderão ser vistas e que têm origem desde o Período Neolítico, de 5.000 A.C., até à Idade Média, do séc. X ao XII. Para além destas peças, pode encontrar-se também uma maquete do Castelo dos Mouros e da sua envolvente, um vídeo com a História do local e vários tablets com informação multimédia interativa detalhada sobre as peças de cada período. A informação é fornecida em vários idiomas, o que permitirá aos visitantes saber mais sobre este monumento.

Quanto à musealização do Campo de Investigação Arqueológica, foram implantadas duas plataformas em aço, vidro e madeira de acácia (proveniente de limpezas florestais na Serra de Sintra), para proteger as estruturas de forno e silos do bairro islâmico (séc. X-XII), bem como as sepulturas de ritual cristão (séc. XII-XIV), postas a descoberto na encosta nascente do Castelo, permitindo aos visitantes a sua observação e interpretação.

Os dados arqueológicos recolhidos nos trabalhos realizados entre 2009 e 2012 revelaram uma intensa ocupação da área do Castelo na época cristã (séc. XII-XIV), identificada através da escavação da necrópole da Igreja, na qual se encontraram 33 sepulturas, e ainda uma extensa ocupação muçulmana (séc. X-XII), evidenciada por vários alicerces de habitações e silos para conservação de cereais.

Por entre os vestígios medievais descobertos recolheram-se numerosos artefactos de cronologia neolítica, sendo um dos achados mais relevantes um vaso completo típico das produções do V milénio a.C.

O projeto À Conquista do Castelo implicou um investimento de 3,2 milhões de euros, cofinanciado em 600 mil euros pelo Programa de Intervenção do Turismo (PIT) e, no remanescente, pela Parques de Sintra. O novo Centro de Apoio ao Visitante, o restauro das muralhas e a recuperação da envolvente paisagística, bem como as obras que incluíram o restauro e abertura da Cisterna e a adaptação da Igreja de S. Pedro de Canaferrim a Centro de Interpretação da História do Castelo constituem algumas das intervenções efetuadas pelo projeto.

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