Bill Gates, Tony Blair e Bento XVI passaram pelo CCB

O empresário Bill Gates, o papa Bento XVI, o primeiro-ministro britânico Tony Blair e a secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice foram algumas das individualidades que passaram pelo Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, nos últimos vinte anos.

O complexo arquitetónico foi criado para acolher a Presidência Portuguesa da União Europeia, no primeiro semestre de 1992, e só a 21 de março de 1993 abriria as portas ao público, pela primeira vez, como centro cultural.

Nesse ano, a abertura, nas suas várias vertentes, foi faseada: primeiro o Centro de Reuniões, a 21 de março, depois o Centro de Exposições, a 10 de junho, com as mostras dedicadas ao Barroco, ao arquiteto Nuno Mateus, ao fotógrafo Sebastião Salgado, ao escultor Rui Chafes e ao pintor Alberto Carneiro.

A 26 de setembro, seria a vez da inauguração do Centro de Espetáculos, com um concerto de gala protagonizado pela soprano espanhola Montserrat Caballé.

Desde então, foram muitas as personalidades portuguesas e estrangeiras que passaram pelo equipamento cultural, não apenas ligadas à cultura, mas também à política, à economia, ao desporto, à área social e religiosa.

O atual presidente do Conselho de Administração da Fundação CCB, Vasco Graça Moura, salientou, no final de janeiro, numa entrevista de balanço de um ano de mandato, a propósito da efeméride dos vinte anos da entidade, que este equipamento "tem tido um enorme papel na vida cultural e política do país".

Vasco Graça Moura sublinhou que o edifício -- que provocou polémica, há mais de vinte anos, pelos gastos na construção e pela arquitetura moderna ao lado do Mosteiro dos Jerónimos seiscentista - acabaria por fazer História, acolhendo eventos importantes.

"O CCB alojou a primeira Presidência Portuguesa da União Europeia, em 1992", recordou Vasco Graça Moura, acrescentando que, desde essa altura, "tem acolhido imensas manifestações ligadas à política, ao desenvolvimento, à economia, ao desporto, e tem mostrado aptidão para tudo isso".

O fundador da Microsoft, Bill Gates, o antigo vice-presidente norte-americano Al Gore, Condoleezza Rice, Bento XVI, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, Tony Blair, Angela Merkel, Xanana Gusmão, os atores Morgan Freeman e Michael Douglas, o tenista alemão Boris Becker, o campeão brasileiro de Fórmula 1 Emerson Fittipladi, a ginasta romena Nádia Comaneci, antiga campeã olímpica, foram algumas das personalidades que passaram pelo complexo arquitetónico.

Nos espetáculos culturais, a meio-soprano italiana Cecilia Bartoli, a coreógrafa alemã Pina Bausch, o regente catalão Jordi Savall, o compositor norte-americano Philip Glass, o pianista de jazz Keith Jarrett e o "cantautor" italiano Paolo Conti, entre outros artistas, atuaram no CCB.

Foi no CCB que se estrearam os portugueses The Gift e atuaram, entre outros, Maria João Pires, Bernardo Sassetti, os Madredeus, os GNR, Sérgio Godinho, Luís Represas, Jorge Palma e Mariza.

"O CCB tem tido um papel institucional - na vida política, cultural e económica - que não se compara a mais nenhum equipamento cultural do nosso país", frisou o atual responsável pelo centro.

Em 1992, quando o centro foi ocupado pela Presidência Portuguesa do Conselho Europeu, Vasco Graça Moura estava ligado a outros projetos culturais.

Foi comissário-geral das Comemorações dos Descobrimentos Portugueses e também comissário de Portugal para a Exposição Universal de Sevilha e a Exposição Internacional de Génova, em 1992.

Para celebrar os vinte anos, o Conselho de Administração do CCB tem vindo a realizar uma programação especial, que inclui exposições e conferências de personalidades que marcaram a vida cultural nessa altura.

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