Beatriz não vai à final mas tem exposição de fotografia aos 16 anos

Aos 15 anos ganhou no concurso mundial de fotografia da Sony. Este ano concorreu mas não chegou a finalista. Mas muito aconteceu desde então...

Beatriz Rocha tem agora 16 anos. Em 2015, aos 15, ganhou o prémio dos Sony World Photography Awards (SWPA) na categoria juvenil (sub-19), Cultura, com uma foto de cante alentejano. Este ano voltou a tentar a sorte. Mandou uma foto para cada uma das três secções a concurso - Cultura, Ambiente e Retrato. Conseguiu que uma das imagens ficasse entre as 50 melhores em Ambiente, mas não chegou à final. Trata-se de uma fábrica em Évora, a sua cidade Natal, que fotografou numa noite de verão quando saiu com os amigos. "Já foi muito bom, não estava à espera de conseguir outra vez", diz Beatriz.

Não consegue estar em lugar elegível para um prémio mas está entre os 50 melhores fotógrafos mundiais na categoria Juventude/Ambiente (Alexandra Vaz Casimiro ficou entre as 50 melhores na categoria Cultura).

A jovem, natural de Évora, segue a sua carreira escolar e, apesar de ter recebido um prémio de fotografia e de não largar a máquina (exceto quando vai para a escola, já "carregadíssima" com os livros), continua a querer seguir a área da Física. Disse-o ao DN no ano passado, repete-o um ano depois. Mas com companhia: "Quero ter sempre a fotografia perto de mim".

Desde que ganhou o prémio dos SWPA com a foto do grupo de Cantares de Évora no Teatro Garcia de Resende (a uma semana do cante ser classificado pela UNESCO Património da Humanidade), alguma coisa mudou. "Evoluí muito no tratamento fotográfico, aprendi com a exposição dos prémios e por ter falado lá em Londres com vários fotógrafos", diz a jovem. Este mês inaugurou a primeira exposição individual na Secundária Gabriel Pereira, onde frequenta o 10º ano. É sobre cante alentejano e surgiu depois de uma proposta feita pela própria escola no final do ano passado, conta-nos. "Acompanhei o Grupo de Cantares de Évora, acompanhei-os em vários espetáculos, fui recolhendo várias situações", diz. "Interessa-me mostrar aquilo que é o cante". E o que é o cante? "É amor, é detalhes".

Em março vai ver expostas fotografias que fez com o pai, também fotógrafo, numa viagem de férias que os levou a Auschwitz. Um projeto de que já nos falou no ano passado mas que, também ele mudou com os Sony World Photography Awards. "Quando trabalhei essas fotos pela primeira vez tinha 13 anos, agora retrabalhei. Fiz novos enquadramentos. As fotos são as mesmas mas fiz crop diferentes, dei a minha estética mais atual", diz Beatriz Rocha. Esta exposição será integrada no mês da juventude de Évora e deverá estar patente na Galeria do Inatel.

Continua bem disposta apesar de ter recebido a notícia de que nenhuma das três fotografias que enviara chegou à final. Mas não esmorece e diz, rindo: "Vou continuar a mandar, todos os anos, até ter 19". E depois há todo um mundo de categorias ao alcance do seu olhar.

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