Museu Berardo: Cinco anos de vida com 3,4 milhões de visitantes

O Museu Coleção Berardo celebra no dia 25 de junho cinco anos de vida, com 3,4 milhões de visitantes, e assinalará a data durante três dias com um programa de atividades nos espaços expositivos, em Lisboa.

Para celebrar o 5.º aniversário, o museu vai organizar, entre sábado e segunda-feira, visitas-relâmpago, concertos e ateliês para famílias, e fará descontos em todas as publicações lançadas pela entidade, segundo a programação.

O Museu Berardo chega a meio caminho dos dez anos determinados no acordo assinado com o Estado, com um balanço de 3.409.045 visitantes, e um total de 59 exposições realizadas.

Ainda segundo os dados estatísticos do museu, 2010 foi o ano com maior afluência de público, com 964.540 entradas, e 2008 foi o de menor afluência, com 566.880 visitantes.

O museu instalado no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, foi inaugurado em junho de 2007 na sequência de um acordo entre o Estado e o comendador e colecionador madeirense Joe Berardo, com um acervo inicial de 862 obras da coleção de arte moderna e contemporânea.

Na altura, as obras foram avaliadas em 316 milhões de euros pela Christie"s.

Entre as obras avaliadas do conjunto constam um Picasso, cujo valor apreciado, na altura, ascendia a 18 milhões de euros, uma das peças mais caras da coleção, um quadro de Francis Bacon, avaliado em 15 milhões de euros, e um Andy Warhol avaliado em 12 milhões de euros.

Em 2011, o Museu Coleção Berardo ocupava o 81.º lugar na lista dos cem museus mais visitados do mundo, e era o único português a integrar a lista, segundo The Art Newspaper, publicação britânica especializada em arte contemporânea.

O museu mantém uma política de entradas gratuitas, desde a inauguração, uma medida sempre defendida pelo colecionador Joe Berardo, mas que deveria ser revista, na opinião do secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, como defendeu este ano, perante os deputados da Comissão de Educação, Ciência e Cultura, no parlamento, este ano.

Em declarações à agência Lusa, o diretor artístico do museu, Pedro Lapa, admitiu que o sistema de gratuitidade "pode vir a ser alterado porque os atuais constrangimentos financeiros são enormes", situação que o conselho de administração da Fundação Berardo vai avaliar este ano.

"A questão da gratuitidade do museu é muito importante para aproximar o público à arte moderna e contemporânea. Assim se conseguem formar largas camadas da população", sustentou, indicando que as visitas das escolas ao museu têm vindo a aumentar.

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