Exposição de Joana Vasconcelos bate recorde

A exposição de Joana Vasconcelos patente no Palácio da Ajuda, em Lisboa, já foi vista por 178 mil pessoas. A produção diz que aquela mostra se "tornou hoje na exposição individual temporária mais vista de sempre em Portugal".

Inaugurada a 23 de março e patente até 25 de agosto, trata-se da maior exposição individual daquela artista plástica e foi, como afirmou, inspirada em Maria Pia, figura real portuguesa que habitou o palácio onde os trabalhos estão expostos.

Comissariada por Miguel Amado, a mostra inclui peças mais conhecidas como "A Noiva", "Coração Independente" ou "Marylin" e outras nunca mostradas em Portugal, como "Lilicoptère", "Perruque" ou "War Games".

A exposição -- que em junho já atingira os cem mil visitantes - resulta de uma parceria inédita entre a empresa privada Everything is New e o Estado português, através da Direção-Geral do Património Cultural.

No ano passado, Joana Vasconcelos expôs 15 obras de arte contemporânea no Palácio e nos jardins de Versalhes, em França, atingindo mais 1,6 milhões de visitantes - 1.679.000, de acordo com os dados fornecidos pelo palácio ao atelier da artista.

Este número colocou a exposição de Joana Vasconcelos como a mais visitada em Paris, nos últimos cinquenta anos, segundo o jornal Le Figaro, que noticiou os dados, no passado mês de janeiro.

Num artigo intitulado "La Folie des Expos" (A Loucura das Exposições, em tradução livre), de 30 de janeiro, a mostra da artista portuguesa liderava o top das cinco exposições mais visitadas desde 1960, ultrapassando a do faraó Tutankamon, realizada no Petit Palais, em 1967, com 1,2 milhões de visitantes, a mostra da Coleção Barnes no Museu D"Orsay, em 1993, com 1,15 milhões.

Joana Vasconcelos, em Versalhes, deixava também para trás as exposições dedicadas ao pintor Claude Monet, no Grand Palais, em 2011 (913 mil visitantes) e a Salvador Dalí, no Centro Georges Pompidou, em 1979 (840 mil visitantes).

A mostra de Joana Vasconcelos esteve patente entre 18 de junho e 30 de setembro, em Versalhes.

Nascida em Paris, em 1971, Joana Vasconcelos vive e trabalha em Lisboa. Em 2010 mostrou, no Museu Coleção Berardo, em Lisboa, a sua primeira exposição antológica, intitulada "Sem Rede", com 37 obras.

Tratou-se da maior exposição de sempre da artista uma das mais visitadas em Portugal, registanto 167 mil entradas em dois meses e meio.

Este ano, a criadora foi a representante de Portugal na Bienal de Veneza, num projeto também comissariado por Miguel Amado.

"Amadeo de Souza-Cardoso: Diálogo de Vanguardas", realizada em 2007, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbekian, em Lisboa, e a retrospetiva dedicada a Paula Rêgo, em 2004, na Fundação de Serralves, no Porto, com números de visitantes que oscilam entre pouco mais de 100 mil e os cerca de 157 mil, respetivamente, estão entre as exposições individuais mais visitadas de sempre em Portugal.

Segundo números das próprias instituições, entre as mostras individuais mais vistas estão também as dedicadas ao norte-americano Robert Rauschenberg, com 137 mil visitantes, em Serralves, em 2008, e a Frida Khalo, com cerca de cem mil visitantes, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, em 2006.

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