Bienal de Veneza recebeu 475 mil visitantes

A 55.ª Exposição Internacional da Bienal de Arte de Veneza recebeu este ano um total de 475.000 visitantes, mais oito por cento do que em 2011, quando decorreu a edição anterior, anunciou a organização.

O certame, o mais antigo do mundo dedicado à arte contemporânea, inaugurado oficialmente a 01 de junho deste ano, sob o tema "O Palácio Enciclopédico", encerrou no domingo.

Durante seis meses, exibiu 88 projetos artísticos nacionais, e 161 artistas de 38 países.

Dez países participaram pela primeira vez, como Angola, vencedora do Leão de Ouro, e também a República da Costa do Marfim, o Vaticano, as Bahamas, a República do Kosovo, o Kuwait, as Maldivas, o Paraguai, Tuvalu, e o Reino do Bahrein.

Numa nota de balanço divulgada no domingo, a organização do certame sublinhou ainda o aumento de 56 por cento da presença dos media para a cobertura noticiosa, com 7.000 jornalistas acreditados, provenientes de todo o mundo.

Fontes da organização do Pavilhão de Angola e do Pavilhão de Portugal indicaram à agência Lusa que o primeiro recebeu 50 mil visitantes e o segundo, 100 mil.

Estes números foram contabilizados pelos próprios pavilhões, cujos projetos se encontram fora do recinto principal da Bienal de Arte de Veneza.

"Luanda, Cidade Enciclopédica" foi o título do projeto de Angola, instalado num antigo palácio veneziano encerrado nos últimos vinte anos.

O cacilheiro "Trafaria Praia", criado por Joana Vasconcelos para representar Portugal na Bienal de Arte de Veneza, já tem um programa de convites para ir à Colômbia, Monte Carlo, Macau e Estados Unidos, adiantou a artista à agência Lusa.

O "Trafaria Praia" chegou a Veneza no final de maio depois de cerca de duas semanas de viagem desde Lisboa, e ficou atracado junto aos Giardini, onde se encontra o recinto com a maioria dos pavilhões nacionais.

Projeto concebido por Joana Vasconcelos, que teve a ideia de criar um pavilhão nacional flutuante, o "Trafaria Praia" foi cedido pela Transtejo e alvo de um restauro no estaleiro da Navaltagus, no Seixal.

Depois foi alvo de uma intervenção artística no exterior, com uma faixa de azulejos que mostram uma vista panorâmica de Lisboa, e o interior foi revestido a cortiça, material também usado para mobiliário do barco.

Também no interior, Joana Vasconcelos criou uma intervenção em têxteis em tons de azul e branco, semeados de pontos de luz.

Ao longo de seis meses, o "Trafaria Praia" realizou passeios diários pela lagoa de Veneza, tripulado por uma equipa da Douro Azul, empresa de cruzeiros fluviais no rio Douro, e um dos principais patrocinadores do projeto.

Depois de ter transportado 11 milhões de pessoas durante 51 anos no rio Tejo, e seis meses em Veneza, o cacilheiro regressa a Lisboa em dezembro.

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