Arquiteto Bijoy Jain. "A arquitetura ganha a forma da língua, da luz que vivemos"

Bijoy Jain está em Lisboa pela primeira vez para falar sobre a arquitetura que faz no seu Studio Mumbai. A conferência é esta tarde, no Centro Cultural de Belém.

Na sua primeira visita a Lisboa, Bijoy Jain, nascido em Bombaim em 1965, foi ver o Pavilhão de Portugal, de Álvaro Siza, a quem chama "um dos mestres". Hoje fala no Centro Cultural de Belém. "O que vou apresentar é mais a minha maneira de trabalhar", explica, sentado sob uma árvore grande no jardim do Palácio Sinel de Cordes (escolha do arquiteto), sede em reabilitação da Trienal de Arquitetura, a associação que traz o arquiteto indiano a Portugal. Licenciou-se na universidade de Washington, trabalhou em Los Angeles e Londres e em 1995 regressou à Índia, fundando o seu atelier, Studio Mumbai. É o autor, entre outras, de Palmyra House, uma estrutura de madeira dentro de uma plantação de coco, da Tara House, que se mistura com a natureza, e Leti 360, nos Himalaias indianos, a 9 km da estrada mais próxima.

Como é que o seu trabalho é diferente do trabalho de outros arquitetos?

Não sei como é diferente do que fazem outras pessoas. O meu interesse é mais no que eu faço do que no que eles fazem. Cada um tem o seu método.

Disse, numa entrevista, que uma das pessoas que o influenciaram foi um professor...

... O professor Robert Mangurian.

Diz que ele o influenciou na ética e na disciplina da prática da arquitetura. O que quer dizer, mais concretamente?

Penso que ele foi uma das muitas pessoas que exerceram uma influência importante. Suponho que aquilo que aprendi ou percebi neste caso é a ideia de estar atento a todas as ações que se fazem. Mesmo quando desenhamos e pomos uma folha branca numa mesa pode haver uma clara intenção sobre o local onde a vamos pôr, onde usamos a fita-cola. É a ideia de não sermos dogmáticos, mas sermos conscientes do ambiente.

(...)

Podemos dizer que há uma arquitetura portuguesa, uma arquitetura indiana...?

Claro que podemos dizer. A arquitetura ganha a forma da língua, da luz que vivemos. É uma luz particular em Lisboa, por oposição ao Porto ou por oposição a Bombaim. Ao mesmo tempo o que procuramos são os locais em que nos encontramos e em que se esbatem as fronteiras.

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG