António Vitorino pediu para deixar Fundação Berardo

António Vitorino e Fernando Freire de Sousa vão sair do conselho de administração da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Colecção Berardo, segundo despacho do secretário de Estado da Cultura publicado hoje em Diário da República.O ex-ministro socialista pediu para deixar o cargo, avança a SEC

O ex-ministro António Vitorino e o professor universitário Fernando Freire de Sousa tinham sido nomeados em 2010 para aquele órgão pela antiga ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas e tinham posto agora o cargo à disposição, disse à Lusa fonte da secretaria de Estado da Cultura (SEC)

Ambos puseram o cargo à disposição, tendo António Vitorino manifestado presencialmente ao Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, que não desejava continuar, disse fonte da SEC ao DN.

Apesar do mandato de ambos terminar em dezembro de 2013, Francisco José Viegas assinou um despacho sobre a cessação de funções, sendo substituídos por Ana Isabel Trigo Morais e João Miguel Barros a partir de 01 de janeiro.

Assim, o conselho de administração daquela fundação, que é presidido pelo comendador Joe Berardo, passa a integrar João Miguel Barros, Ana Isabel Trigo Morais, Margarida Veiga, André Luís Gomes e Renato Berardo.

Dois dos elementos daquele órgão são designados pelo Estado, dois por Joe Berardo e um por comum acordo entre as duas partes.

João Miguel Barros foi designado pelo Estado e Ana Isabel Trigo Morais por mútuo acordo entre governo e fundação. O primeiro "pela sua experiência como jurista", a segunda "pela sua experiência no CCB", avança a SEC.

A decisão foi tomada na reunião do conselho de fundadores do dia 12 de Dezembro.

A Fundação Berardo foi criada em 2006 e o conselho de fundadores reúne-se anualmente para dar um parecer sobre o plano e actividades daquela entidade para o ano seguinte.

Em 2006, Joe Berardo assinou um acordo com o Estado para criação de um museu - o Museu Coleção Berardo - instalado no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, com 862 obras de arte moderna e contemporânea, avaliadas na altura em 316 milhões de euros.

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