Amélia Muge: "Tive mais rodeios com Amália do que com Pessoa"

Amélia Muge embrenhou-se nos versos de Amália Rodrigues e fez um disco que é a sua homenagem ao fado e aos fadistas.

Amélia Muge pode não ser fadista, mas o fado há muito que faz parte da sua personalidade musical híbrida, que tanto vai à tradição popular portuguesa como à cultura mediterrânea. Já escreveu, por exemplo, para Mísia, Ana Moura, Mafalda Arnauth, Pedro Moutinho ou Cristina Branco. A cantora e compositora tinha, assim, uma "necessidade de homenagear o fado e os fadistas", mas não sabia como o fazer sem ser com um disco de fado. Daí surge uma sugestão da poeta e atriz Manuela de Freitas, a de musicar os versos de Amália Rodrigues. Juntou-se a José Mário Branco, José Martins e ao grego Michales Loukovikas e nasceu Amélia com versos de Amália, onde as palavras da fadista ganham uma vida que vai muito além do fado.

"Tive mais rodeios e cautelas a fazer este trabalho do que a musica Fernando Pessoa", confessa Amélia Muge ao DN. "Fernando Pessoa é poeta, mas a Amália é muito mais que isso, extravasa esse lado e tem uma carga simbólica quase mítica". Daí que, quando leu pela primeira vez os versos de fadista, reunidos por Vítor Pavão dos Santos no livro Versos (Edições Cotovia, 1997), nem tenha imaginado a possibilidade deste disco. "Fiquei com uma visão alargada disto que era a palavra poética de Amália, mas não me atreveria a pensar em musicar", conta.

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