A Quinzena dos Realizadores promete atores extremistas

Começa amanhã em Cannes a Quinzena dos Realizares, a secção rival da competição oficial. Martin Scorsese é o homenageado.

Uma Quinzena dos Realizadores a querer fazer infusões entre o cinema radical e o de consumo de boas consciências. A secção secundária de Cannes que fez sombra nos últimos anos à competição oficial e, sobretudo, ao Un Certain Regard, tem este ano ano a sua derradeira edição sobre os comandos do francês Édouard Weintrop antes da passagem de pasta para o italiano Paolo Moretti.


Com uma programação muito francesa e um ou outro desvio francês, parece ser sobretudo uma fornada com uma ameaça muito clara: a hipótese de uma ego trip para a vaidade histriónica radical dos atores, sobretudo se pensarmos em Nicolas Cage em Mandy, Ben Foster em Leave no Trace ou Vincent Cassel em Le Monde est à Toi. Dois exemplos de obras que vão puxar pelo "transtorno" dos atores.

Esta Quinzaine que abre com o cinema de Ciro Guerra e Cristina Gallego em Pájaros de Verano, uma das poucas obras que vamos por aqui ver provenientes da América Latina, um filme que muitos apostavam na seleção oficial. Mas o prato forte deste ano talvez seja mesmo a homenagem a Martin Scorsese, cineasta que vai receber o Le Carrosse d'Or, sucedendo a Werner Herzog. Scorsese vai estar presente na sessão especial de Mean Streets, o filme de 1973 que lhe deu a fama.


Curiosidade inevitável também para o novo de Gaspar Noé, o franco-argentino de Irreversível. Clímax é descrito como um filme sobre o prazer de estar vivo e promete escandaleira de meia-noite. Aparentemente é baseado numa história verdadeira e tem como star a francesa do momento: Sofia Boutella, de Kingsman.

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