A harmonia do mundo, segundo Magnus Lindberg

Compositor finlandês, um dos mais consagrados da atualidade, integra com a obra Cantigas o concerto da Sinfónica do Porto-Casa da Música, nesta tarde.

Ele foi Compositor em Residência da Casa da Música em 2008, ano em que completou 50 anos. Hoje, a Sinfónica do Porto recorda-o e a três outros seus "homólogos": Kaija Saariaho (2010), Luca Francesconi (2013) e Pascal Dusapin (2012), sendo que o concerto termina com a estreia, no Porto, de Cantigas, partitura de 1998-99 de Lindberg: "quando a escrevi, nem pensei em Feria, que escrevera dois anos antes e fôra a minha primeira obra de ressonância ibérica. Abordei Cantigas a partir da referência das Cantigas de Santa Maria [coleção de poemas marianos do século XIII, com notação musical, coligidos durante o reinado de Afonso X de Leão e Castela], porque, ao observá-las, fascinou-me o uso que ali é feito de ritmos irregulares e o uso de "quintas expostas" [intervalos], e baseei-me nessas "marcas" para a composição, mas sem jamais citar as Cantigas originais".

Cantigas acabaria por ser a parte central de um tríptico orquestral que seria fechado com Parada [de 2001]: "é uma trilogia bastante solta e até hoje, só numa ocasião foram tocadas em sucessão".

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