A Europa amo-te odeio-te de Maria Filomena Mónica

"Os dias estão sombrios e é fácil entregarmo-nos às delícias da autoflagelação." É assim que Maria Filomena Mónica dá início ao ensaio memorialista sobre o estado da Europa

A investigadora enfrenta as instituições europeias no seu modo desabrido em novo livro. Uma peregrinação em que tanto beija a Europa como lhe bate, intitulada 'A Minha Europa', onde faz um périplo por várias cidades e civilizações europeias: o Separatismo na Catalunha [em pré-publicação na edição impressa], o Renascimento quando visita Florença, a liberdade a propósito do Reino Unido, a Revolução por causa de França, a Burocracia na Alemanha e a União Europeia aquando em Bruxelas. Pelo meio estão os Outros, os chineses e os russos.

Um ensaio, também memorialista, onde, antes de se fazer à estrada avança em alguma análise à Pátria: "Não é popular dizê-lo, mas a minha geração devia orgulhar-se do que fez. Não custa imaginar que o desaparecimento de um Império, o fim de um regime autocrático e a existência de um partido comunista, cujo estalinismo era único na Europa democrática, pudessem ter conduzido a tumultos mais graves. Hoje, ainda há corrupção, mas não mais do que nalguns países europeus; ainda há desigualdades sociais, mas nada que se compare às dos anos 1960; há partidos descredibilizados, mas não temos polícia política, nem censura, nem deportamos gente para o Tarrafal. As universidades são más, mas não piores que aquela que frequentei. O analfabetismo desapareceu e a taxa da mortalidade infantil colocou-nos num lugar de que nos podemos orgulhar. Portugal mudou e mudou para melhor."

Leia a pré-publicação completa na edição impressa ou em e-paper do DN

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