A "espantosa existência de Vieira" foi oferecida ao Papa

A obra completa do Padre António Vieira foi ontem oferecida ao Papa Francisco, que brincou com a questão do tempo para a ler

São trinta volumes da obra completa do Padre António Vieira ou a vida inteira daquele a que Fernando Pessoa chamou o "maior artista da Língua Portuguesa". Foram ontem de manhã oferecidos ao Papa Francisco na praça de São Pedro, em Roma, por uma comitiva portuguesa de quinze pessoas liderada pelo reitor emérito António Sampaio da Nóvoa e o atual reitor da Universidade de Lisboa António Cruz Serra. Ao historiador José Eduardo Franco, que com Pedro Calafate coordenou a edição da obra do jesuíta, o Papa terá dito - num breve encontro posterior à oferta - "que ia ver se tinha tempo para ler 30 volumes". "A ironizar", recorda ao DN Franco, também membro da comitiva, que na mesma tarde assistiria à apresentação da obra por D. Carlos Azevedo, bispo português delegado para o Conselho Pontifício da Cultura, no Instituto Português de Santo António de Roma, onde Vieira pregou.

Às mãos do Papa Francisco terá chegado na manhã de ontem uma parte simbólica da obra publicada pelo Círculo de Leitores que teve como principal mecenas a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Das mais de 15 mil páginas que a compõem, cerca de um quarto constituem escritos inéditos ou parcialmente inéditos.

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