Luís Gomes de Sá e Meneses foi um aristocrata do século XVII a quem chamavam de Rato. Deu o nome ao convento
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1864

Largo do Rato. A alcunha que perdurou no tempo e no espaço

É um local por onde passa "meia Lisboa" todos os dias mas poucos conhecem a riqueza histórica do local. Hoje, tal como noutros locais do centro de Lisboa, o turismo também mora aqui.

O lisboeta Largo do Rato tem uma denominação quase tão atribulada como a sua configuração, de tantas vezes que as suas ruas mudaram de sentido. O nome vem de uma alcunha que resistiu aos séculos e se sobrepôs à tentativa de renomear o local. Conta-se que um fidalgo, Manuel Gomes Elvas, quis edificar no local - à época um descampado - um convento dedicado às religiosas da Santíssima Trindade - no lado esquerdo do edifício ainda hoje é possível ler uma placa, com a data de 1637, sobre o feito.

A sua morte levou a que um dos seus descendentes, Luís Gomes de Sá e Meneses, fosse o autor da vontade do mecenas e levasse a cabo as obras do convento. Meneses era um aristocrata e tinha a alcunha de Rato e foi por causa dele que primeiro o arruamento e, mais tarde, o largo se apropriaram de tal alcunha.

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