Opinião

Daniel Deusdado

Se não houver um plano, a covid não abranda e ficamos sem empregos

O Governo só tem uma hipótese de evitar a revolta generalizada: organização-planeamento-antecipação. Como fazê-lo num contexto de imprevisibilidade? Destruindo a falácia da "imprevisibilidade". É que nós não estamos a viver tempos absolutamente imprevisíveis, como a história das pandemias demonstram. É possível ler no passado os passos seguintes. Neste caso, para se fazer um calendário para o outono-inverno. Sem isso agravamos o colapso económico.

Daniel Deusdado

Paulo Pedroso

O dilema da direita açoriana

No nosso sistema político, como na generalidade das democracias regidas pelo princípio da proporcionalidade, ficar em primeiro não é sinónimo de vitória, apenas dá ao partido que ganha as eleições a prerrogativa de ser o primeiro a ser convidado a formar governo. Consequentemente, quem efetivamente as ganha e define a governabilidade que delas resulta é o bloco que tiver a confiança maioritária, ou pelo menos não tiver a desconfiança maioritária, no Parlamento.

Paulo Pedroso

Raúl M. Braga Pires

Argélia referenda Nova Constituição este domingo

A Argélia pós-Bouteflika terá neste Domingo de Todos-os-Santos e do Profeta também, a última etapa de mudança efectiva por decreto. Este processo de "mudança de pele" está obrigado a apresentar alterações palpáveis e visíveis a uma população que quer acreditar na mudança, através de um (actual) Presidente (PR) que foi 5 vezes Ministro e Primeiro-Ministro também do ex-Presidente de duas décadas, Abdelaziz Bouteflika e, caso não fosse a mobilização dos argelinos, ainda lá estaria, sem falar nem poder andar e sempre, a bem da nação! A 1ª parte desta mudança por decreto, foi a substituição dos nomeados pelo General Ahmed Gaid Salah durante o período de transição, para os postos chave do aparato de segurança e defesa. Salah quis ser candidato, mas a Argélia do Século XXI não poderia ser novamente liderada por um militar e, se fosse, essa eleição não equivaleria a uma mudança de paradigma e era precisamente isso que os argelinos queriam. Ou seja, queriam, enquanto Comunidade, respirar a mudança e acreditar em mentiras novas, que é o que a Política nos dá, em perspectiva, passados 10 ou 20 anos. O General Gaid Salah, actuou enquanto Presidente Interino, sem nunca se ter intitulado ou ser chamado de tal, entre Março e Dezembro de 2019 e, preparou tudo para no pós-eleições agir enquanto tal, já que durante esse período minou com homens da sua confiança os lugares-chave nas instituições militar, policial, petrolífera e de intelligence. A sua derradeira vitória foi ter conseguido garantir a realização da Eleição Presidencial a 12 de Dezembro, para morrer 11 dias depois, a 23, com 79 anos, de ataque cardíaco, como consta no laudo médico. Antes da pandemia marcar a agenda argelina e internacional, o novo Presidente Abdelmadjid Tebboune, por Decreto Presidencial, já tinha substituído as chefias-chave a seu gosto e nomeado Abdelaziz Djerad enquanto Primeiro-Ministro, o qual formou Governo. Em Maio deste ano o novo PR lança para o debate público o esboço da Constituição que será referendada no próximo Domingo, um acto final que transportará oficial e solenemente a Argélia para uma nova fase. O que há de novo nesta Constituição? Com a mesma aprovada, o PR Tebboune poderá enviar contingentes militares para fora das fronteiras, nos mais diversos tipos de missões, fundamental para recuperar alguma influência e prestígio perdidos regionalmente. O Mali e o recém iniciado período de transição, será um palco interessante para testar a "diplomacia Tebboune", sem perder de vista as influências turcas na Tunísia e a guerra na Líbia.

Raul M. Braga Pires

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Especiais Fim de Semana

Ana Paula Martins é bastonária de uma classe que hoje tem mais de 15 mil profissionais, 75% são mulheres

Premium"É um risco não aproveitar as farmácias para a vacinação"

Ana Paula Martins, bastonária dos farmacêuticos desde 2016, representa uma classe com mais de 15 mil profissionais em que 75% são mulheres e 50% estão abaixo dos 40 anos. Na semana em que o Presidente da República recebeu representantes da saúde e que a vacinação da gripe está a pressionar as farmácias, Ana Paula Martins fala ao DN sobre o que está a ser feito, o que deveria ter sido feito e o que a pandemia mostrou que deve mudar.

D. Francisco Senra Coelho (ao centro), arcebispo de Évora e presidente da Fundação Eugénio de Almeida

"Vir a Évora implica vir à enoteca da Fundação Eugénio de Almeida"

D. Francisco Senra Coelho, arcebispo de Évora e presidente da Fundação Eugénio de Almeida, Maria do Céu Ramos, secretária-geral, e Pedro Baptista, vice-presidente e enólogo responsável pela área da vitivinicultura e da oleicultura, falam sobre o fundador, Vasco Maria Eugénio de Almeida, sobre os vinhos que dão fama e proveito à fundação e, sobretudo, sobre a missão cultural e social que esta faz em Évora e no Alentejo em geral.