Exclusivo "Já estamos ao nível de 2019 ou melhor, mas agora falta mão-de-obra"

À conversa com o DN no seu restaurante DOP, na Baixa do Porto, onde se associou a um evento de promoção dos queijos DOP da Região Centro, o chef Rui Paula confessa que não está à espera de ter já este ano a ambicionada terceira estrela Michelin, fala da retoma pós-confinamento e mostra-se preocupado com a falta de trabalhadores e a subida do preço dos produtos.

Como surgiu esta associação com os queijos DOP da região centro? O que oferecem estes queijos para a confeção de um bom prato?
Os queijos são sobejamente conhecidos - Rabaçal, Picante da Beira Baixa, Serra da Estrela -, são todos produtos DOP e representam muito bem o que é o nosso país. Internacionalmente os nossos queijos não têm a fama de um queijo parmesão, dos queijos franceses sobejamente conhecidos ou de um blue inglês. E uma boa divulgação faz parte das coisas, é essencial. Porque nós também temos bons produtos, são é subvalorizados. Embora eu também entenda que não são fáceis, alguns.

Que cuidados requer um queijo na confeção de um prato?
Para certas marcas conseguirem chegar ao mercado global não é fácil. Mas nós já temos o Serra da Estrela, temos um da Beira Baixa, temos queijos bons que bem trabalhados conseguimos pô-los a esse nível. Em relação à comida, também não é fácil. Queijos para fazer comida? Pois, é preciso ter algum cuidado. Temos de combinar bem com elementos de corte. Se formos fazer tudo com queijo não funciona. Temos de ter atenção com outros elementos que combinem e compensem esse sabor mais forte. É a mesma coisa que dizer: olha, tens aqui vinho do Porto, agora faz pratos. É preciso arranjar um fator de equilíbrio.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG