As máquinas de limpeza que a sua casa aspira a ter um dia

Mais do que simples aspiradores, estes modelos são criados com detalhes de sofisticação de fazer inveja a muitos aparelhos eletrónicos ditos de última geração.

O papel da tecnologia é ajudar o ser humano nas tarefas diárias e um dos exemplos mais perfeitos disso mesmo encontra-se no aparentemente simples aspirador doméstico.

Desde a sua invenção, no final do século XIX, a máquina de produção de vácuo para retirar o pó dos tapetes passou de um aparelho gigantesco que só ocupava toda uma carroça e tinha de ser puxada por dois cavalos -- cujas tubagens eram apenas utilizadas por profissionais -- para pequenas máquinas portáteis de modo a serem usadas com uma só mão; ou robôs que quase dispensam a intervenção humana.

Comecemos precisamente por estes últimos.

Um que se despeja sozinho...

Provavelmente o mais avançado aspirador robô do momento é o Roomba S9+, da iRobot. A marca pioneira neste tipo de aparelhos -- lançou o primeiro modelo do género em 2002 -- inovou ao adicionar uma base de carregamento para o pequeno drone que corre pela casa que é, ela própria, um sistema de sucção.

Assim, quando o Roomba deteta que está cheio, regressa automaticamente à base, recarrega a bateria e esvazia o lixo armazenado para o saco existente no interior da coluna do seu "hangar". Este tem capacidade para 30 depósitos, pelo que a intervenção humana só é mesmo necessária de vez em quando.

De resto, o aparelho inclui as funções que hoje em dia se esperam de um topo de gama neste tipo de aparelhos. Aprende a planta da casa, sabe sempre onde se encontra para evitar passar duas vezes no mesmo sítio e tem sensores para evitar cair de escadas ou varandas.

Outra melhoria neste modelo que custa cerca de mil euros (em Fnac.pt) é o design. Uma das principais reclamações ouvidas de quem nunca experimentou um aspirador robô é que há áreas que o aparelho não chega, como os cantos. Esta série resolve isso: desenhado com a frente em bico, consegue encaixar com mais facilidade nos locais onde os outros não alcançam.

...Outros que satisfazem

O argumento de que um "normal" aspirador robô não chega a alguns locais, como debaixo de certos móveis ou cantos mais complicados, não será de qualquer forma justificação para não se fazer um investimento numa destas máquinas, tendo em conta o que elas simplificam a vida. Afinal, é mais fácil retocar com um aspirador de mão as zonas que possam ter falhado do que passar horas a limpar tudo do zero!

E não é preciso gastar um milhar de euros para usufruir das horas livres que a limpeza do chão automática permite. Os Roomba mais básicos custam entre 150 e 200 euros e permitem funções como agendamento (podem começar a funcionar mesmo que não esteja em casa), controlo via telemóvel, Google Assistant ou Alexa, regressam à base sozinhos para recarregar (ainda que não saibam se estão cheios de lixo), evitam obstáculos ou cair de escadas, etc.

O que estes modelos "baratos" não fazem é mapeamento da casa, pelo que ao deambular pelas divisões podem passar várias vezes pelos mesmos sítios, já limpos. Mas aí entra o sistema Dirt Detect, da iRobot, que consegue reconhecer (até certo ponto) o que é chão sujo ou simplesmente características do solo. Quando percebe que é sujidade, o aparelho concentra-se no local até considerar que está limpo e só depois segue caminho.

Claro que se alguma coisa falhar há sempre...

A opção manual que lhe mostra mesmo tudo...

Costuma dizer-se que quando se quer uma coisa bem-feita o melhor é fazermos nós mesmos. E (pelo menos, por enquanto) há coisas que as máquinas sozinhas não atingem, pelo que não há mesmo nada a fazer do que ir manualmente resolver o problema.

Em 2018, o engenheiro britânico James Dyson, inventor do aspirador sem saco com tecnologia Cyclone (que não perde poder de sucção), anunciou que iria deixar de produzir aspiradores com fio. A capacidade das baterias, por um lado, e a eficiência dos seus motores, por outro, permitiam produzir máquinas portáteis com autonomia para limpar uma divisão entre carregamentos, sem o incómodo de andar a puxar um pesado aparelho.

A mais recente proposta da marca é o V15, um aspirador portátil de elevada potência que anuncia ter 60 minutos de autonomia. Um dos seus acessórios é uma escova motorizada que ajuda a "arrancar" a sujidade mais entranhada.

Tão confiantes nas capacidades da pequena máquina de três quilos estão os engenheiros da Dyson que incluem na escova uma luz laser para que se veja, antes do que se vai aspirar, a poeirada toda. A coisa custa uns 700 euros no El Corte Inglés.

...Ou o original

Se por alguma razão acha que ter uma luz a incidir na lixarada é demais -- afinal, há coisas que mais vale não ver... -- e que na realidade o que se pretende mesmo é um bom aspirador capaz de limpar os sofás enquanto a Roomba dá a volta ao chão, por exemplo, ou limpar uma divisão inteira num instante, o Dyson V10 continua a ser uma excelente opção.

Este foi o modelo que, em 2018, deu confiança a James Dyson para dizer que os aspiradores com fio iam acabar. Consegue chegar aos 60 minutos de funcionamento (ainda que não em potência máxima), também tem escovas motorizadas e é eficiente q.b. para a maioria das necessidades. E custa menos 200 euros do que o V15.

O que não quer dizer que seja propriamente barato.... mas todas estas opções garantem-lhe um ambiente limpo e de qualidade. Pelo menos é essa a aspiração.

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