Voluntário para testes diz que vacina de Oxford fica disponível a 3 de novembro

Enfermeiro espanhol que participa nos testes da vacina no Reino Unido disse que os resultados têm sido muito promissores e apontou 3 de novembro como a data provável para estar disponível. Joan Pons diz que não tem sentido efeitos secundários.

Um enfermeiro espanhol que participou como voluntário nos testes contra o novo coronavírus que a Universidade de Oxford está a desenvolver disse que a vacina estará disponível no dia 3 de novembro. Joan Pons avançou com a novidade durante uma entrevista no Programa de Verão da estação de TV Telecinco, embora a data ainda não seja oficial.

Será nessa data que a vacina vai para a última fase antes de ser examinada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Até agora, disse Joan Pons, os resultados têm sido muito bons. A sua saúde também é boa, sem sintomas de efeitos secundários, assegurou o enfermeiro. "Todas as semanas testam-me. Gerei muitos anticorpos e células T, que é também o que procuram", disse o catalão de 45 anos que há vários anos trabalha em Sheffield, na Inglaterra.

"Agora estamos na fase final desta maratona", explicou Pons, recorrendo a uma analogia com a prova de atletismo. "Já corremos os 42 quilómetros, entrámos no estádio e agora estão a dar os retoques finais para a fase 4, que começará muito em breve", contou.

Mas, como o enfermeiro também apontou, a vacina ainda terá de ser aprovada pela OMS. E se tudo correr bem, "como os investigadores acham que vai", em novembro começará essa última fase, a 4, em que as empresas podem realizar estudos opcionais após o lançamento de uma vacina.

O enfermeiro espanhol frisou que, embora não seja uma data oficial, deve estar disponível no dia 3 de novembro: "Estão tão convencidos de que as coisas estão a ir bem que já fabricam na Índia e na Argentina porque não querem perder tempo. O tempo é vida."

"Como enfermeiro, quando a vacina for lançada, recomendo que as pessoas, principalmente aquelas com mais de 65 anos e em risco, tomem", aconselhou.

Esta vacina de Oxford é considerada a mais avançada até ao momento. Os testes estão na fase 3 e mais de 50 mil pessoas no Reino Unido, no Brasil, no Estados Unidos e na África do Sul já receberam uma dose. Está a ser desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca.

Através de um acordo da União Europeia, Portugal vai receber 6,9 milhões doses desta vacina caso se confirme a sua aprovação. A primeira remessa, de 690 mil, pode chegar já em dezembro, segundo informou o Infarmed, apesar de ainda não existir uma data oficial. É considerada pela OMS como uma das mais promissoras entre as 149 vacinas que estão a ser desenvolvidas um pouco por todo o mundo.

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