Vacina Oxford/AstraZeneca ainda possível este ano, diz a empresa

O grupo farmacêutico britânico AstraZeneca afirmou que a vacina contra a covid-19 que está a ser desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford ainda pode estar disponível até ao fim do ano, apesar da interrupção dos testes clínicos.

O projeto Oxford-AstraZeneca, um dos mais avançados no mundo e que gera grandes expectativas, viu os testes clínicos interrompidos na terça-feira por uma doença até ao momento "inexplicável" de um voluntário, mas a administração da empresa farmacêutica mantém o otimismo..

"Nós ainda podemos ter uma vacina até ao fim deste ano, no início do próximo", afirmou o principal executivo da empresa, Pascal Soriot, em conferência de imprensa, antes de explicar que tudo depende da rapidez das agências reguladoras para autorizarem o retomar dos testes.

Os cientistas estão a analisar se o problema corresponde a um efeito colateral da vacina e enquanto isso as autoridades reguladoras não autorizarão o reinício da investigaçãoaté que a possibilidade seja descartada.

A AstraZeneca admitiu na quarta-feira que uma interrupção já havia acontecido em julho por um caso similar, mas que os testes foram retomados com bastante rapidez.

A vacina, denominada AZD1222, é uma das nove em todo o mundo neste momento no final da Fase 3 de ensaios em humanos.

Nos EUA, a empresa começou em 31 de agosto a aceitar inscrições de 30.000 voluntários em dezenas de locais, e grupos mais pequenos estão a ser testados no Brasil e noutros locais na América do Sul.

"Na AstraZeneca colocamos a ciência, a segurança e os interesses da sociedade no centro do nosso trabalho. Esta pausa temporária é a prova de que seguimos estes princípios, enquanto um único caso num de nossos centros de testes é avaliado por um painel de especialistas independentes", afirmou Soriot.

"Vamos ser orientados por este painel quanto ao momento em que os ensaios poderão recomeçar, para que possamos continuar o nosso trabalho na primeira oportunidade", completou.

A pandemia do novo coronavírus provocou pelo menos 904.534 mortes em todo o planeta desde que a delegação da Organização Mundial da Saúde (OMS) na China registou o surgimento da doença em dezembro, de acordo com um balanço estabelecido pela AFP nesta quinta-feira com base nos dados oficiais divulgados pelos países.

Desde o início da pandemia, pelo menos 27.915.770 pessoas contraíram a doença. Do total, 18.580.400 recuperaram, de acordo com as autoridades.

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