Politécnicos de Castelo Branco, Santarém e Tomar precisam de 5,9 milhões para ordenados

Os politécnicos de Castelo Branco, Santarém e Tomar estão com dificuldades financeiras para pagar os salários de novembro e dezembro e o subsídio de Natal, com o valor global em falta a atingir 5,9 milhões de euros.

Num documento a que a agência Lusa teve acesso, o Grupo de Monitorização e Controlo Orçamental das Instituições de Ensino Superior Público alerta a tutela para as necessidades financeiras verificadas, à data de 13 de novembro de 2019, nas três instituições de ensino superior público.

É mesmo sugerido ao Governo que os politécnicos de Castelo Branco, Santarém e Tomar sejam considerados "em situação de crise institucional grave", o que requer "uma ação especifica", nomeadamente constituir uma equipa, em colaboração com as instituições, que permita identificar até 31 de dezembro de 2019 as medidas urgentes a aplicar.

O grupo de monitorização, criado em 2016 pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), adianta que tem vindo a alertar, nos últimos anos, para a necessidade de implementação de medidas essencialmente da competência das instituições relativas à contratação de recursos humanos, à adequação do corpo docente à procura formativa, à capacidade de incremento das receitas próprias, reorganização estatutária, processo de redução de despesas e necessidade de cooperação inter instituições.

O grupo realça que as três instituições em causa receberam "reforços extraordinários" nos anos de 2015, 2017 e 2018, sendo que nestes três anos os Politécnicos de Castelo Branco e de Santarém receberam cada um 3,7 milhões de euros e Tomar 1,4 milhões de euros.

É ainda sugerido que sejam avaliadas as necessidades de nomeação de um gestor público para acompanhar a gestão das instituições e de integração das instituições num consórcio com outras instituições similares.

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