Na Idade do Gelo já havia cinco espécies de cães

Investigadores descobriram que há 11 mil anos os cães já tinham sido domesticados.

Um estudo publicado na revista Science mostra que a diversidade genética dos cães modernos remonta ao fim da Idade do Gelo.

Os investigadores estudaram o ADN encontrado em ossos de cães antigos em busca de pistas para a sua evolução e de mudanças que aconteceram há milhares de anos. E concluíram que no final da Idade do Gelo havia pelo menos cinco espécies de cães, com antepassados geneticamente distintos. Mais: concluíram que estas linhagens se misturaram e combinaram, estando ainda presentes nos cães da atualidade.

"Já há cerca de 11 mil anos - antes da agricultura e antes de qualquer outro animal ser domesticado - os cães não só tinham sido domesticados como já eram geneticamente diversos e podiam espalhar-se por várias partes do mundo", disse à CNN Anders Bergstron, autor e investigador no Ancient Genomics Laboratory do Instituto London's Francis Crick.

Os leões-da-Rodésia, por exemplo, devem grande parte do seu ADN a uma linhagem antiga da Sibéria. Já aa maior parte das raças do México - como chihuahuas ou os pelados mexicanos são descendentes sobretudo das linhagesn europeias, apesar de também terem ADN pré-colombiano.​​​​​

O grupo de investigadores que incluíam elementos do Instituto Francis Crizk, da Universidade de Oxford e da Universidade de Viena, bem como arqueólogos de mais de dez países, descobriram que estas primeiras linhagens evoluíram e misturaram-se nos últimos 11 mil anos, mas ainda se encontram nos códigos genéticos dos cães atuais.

"Todas as raças europeias partilham uma história comum que começou com uma mistura antiga, há muitos milhares de anos, entre duas linhagens diferentes de cães - uma ligada aos cães do Próximo Oriente e outra aos cães da Sibéria", explica Bergstrom.

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