É Dia da Espiga. Ainda se lembra como se faz um ramo?

A data já foi feriado nacional e é ainda feriado em quase três dezenas de municípios

Celebra-se hoje a Quinta-feira da Ascensão ou Quinta-feira da Espiga​​​, uma data religiosa cheia de tradições populares, que até já foi feriado nacional. Como manda a tradição, várias pessoas colhem espigas e flores para colocar num ramo e conservá-lo atrás da porta. A venda de ramos também enche de cor alguns da capital.

Esta data religiosa, que celebra na tradição cristã a subida de Jesus Cristo aos céus 40 dias após a ressurreição, é comemorada por pessoas de todo o mundo 40 dias após a Páscoa, segundo o calendário cristão.

Segundo a Enciclopédia Católica Popular, em Por­tu­gal, desde que este dia deixou de ser fe­riado nacional, em 1952, passou a celebrar-se no VII domingo da Páscoa, na liturgia. "Porém, o po­vo das áreas rurais ainda guarda a tra­di­ção de ir ao campo na que chama Quin­ta-Feira da Espiga".

É feriado municipal em quase três dezenas de municípios, de Vila Franca de Xira a Mortágua, passando por Estremoz, Santa Comba Dão, Arraiolos ou Salvaterra de Magos.

Para assinalar o dia, a tradição pede que se recolham espigas e flores que são depois colocadas num ramo. Segundo o site da câmara de Alenquer, um dos município onde é dia feriado, a tradição manda que se colham espigas de trigo (sempre em número ímpar), um pequeno ramo de oliveira, papoilas, margaridas e varas de videira.

"Este ramo era depois colocado atrás da porta de casa, para que nela houvesse pão, azeite, dinheiro e alegria durante todo o ano", explica o site.

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