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Tempos que marcam

Pedro Marques Lopes: "Nunca sairemos disto se não atuarmos como uma comunidade" 

O comentador destaca a importância da vida em comunidade para a resolução dos problemas sociais causados pela Covid-19. Pedro Marques Lopes admite que o período de confinamento foi um período "complicado, estranho" e difícil para todas as pessoas, que como ele, vivem sozinhas e "precisam mais de ver gente". Para o comentador esta crise pandémica veio mostrar que, no futuro, "precisamos de ter mais cuidado uns com os outros".

Tempos que marcam

Ana Paula Martins: "O confinamento foi o período mais difícil que vivi nos meus 54 anos"

A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos considera que a crise pandémica que atravessamos é "o maior desafio que a Humanidade está a enfrentar nas últimas gerações". Para Ana Paula Martins o confinamento levou-nos a encontrar novas formas de estar e de nos relacionarmos e não foi um período fácil. Uma imagem de 2020 que irá guardar na memória é "a figura do Papa Francisco na Praça S. Pedro, a rezar sozinho, na fase pascal". Sobre o futuro no mundo pós-Covid-19, a bastonária dos farmacêuticos admite que será "um desafio" que terá de ser encarado com "compromisso e confiança".

Tempos que marcam

José Eduardo Martins: "2020 é o ano do cataclismo da vida que eu vou viver"

O advogado defende que "nenhuma estrutura política, pelo menos, no mundo livre" estava preparada para lidar com a crise pandémica que atravessamos. Segundo José Eduardo Martins, vivemos um período de "grande desnorte" mas temos que aprender a lidar e a viver com "uma coisa que está tudo menos para se ir embora". O destacado militante do PSD considera também que "2020 foi o ano em que tudo mudou para pior" e lamenta "não estar mais otimista".

Tempos que marcam

João Duque: "Tenho esperança de vir a recuperar as coisas que perdi" nesta pandemia

O professor universitário considera que uma das consequências desta crise pandémica foi o facto de ter sido "empurrado para o mundo digital". Uma das coisas que mais o tocou neste período foi a ausência do convívio com as pessoas com quem tem uma relação mais próxima. Apesar de todas as consequências negativas, João Duque assume que gostou de viver este período tão diferente do habitual e destaca a capacidade que estamos a demonstrar de "conseguir dar a volta".

Tempos que marcam

Eugénio Campos. Quando o "convívio" é como uma jóia rara e preciosa na vida de todos.

Eugénio Campos viveu nos meses de estado de emergência momentos difíceis. Para o designer de jóias a paragem afetou todo o negócio à excepção da loja online. Foi um tempo de reflexão na vida e no futuro do negócio, mas também sobre a fragilidade da condição humana que - acredita - "não tem a força que achávamos que tinha antes da pandemia". Apesar disso, não deixou de criar uma jóia para ajudar quem estava na linha da frente do combate à pandemia. Desenhou uma jóia - "Arco Iris" - cuja margem de comercialização reverteu diretamente para a ala COVID do Hospital de São João. E nos dias de confinamento, foi no Spotify e no Netflix que o criador de jóias encontrou um escape para lidar com a incerteza que estes tempos trouxeram a todos nós.

Tempos que marcam

Miguel Salema Garção: "Nenhuma pessoa, nenhuma marca será a mesma depois desta pandemia"

Os CTT foram uma das empresas que estiveram na linha da frente durante o confinamento e esse foi um dos desafios desse período para Miguel Salema Garção. O Diretor de Comunicação, Sustentabilidade e Marketing dos CTT destaca a necessidade de afastamento físico dos mais velhos como uma das memórias que irá reter desta crise pandémica. Em relação ao futuro pós-Covid-19, Miguel Salema Garção defende a necessidade de criar um mundo mais sustentável e amigo do ambiente para as futuras gerações.

Tempos que marcam

Luís Alves. A resiliência que marca os tempos de pandemia de um agricultor

Em 10 hectares de quinta no meio da cidade, Luís Alves, sentiu-se um privilegiado para quem o "confinamento" foi muito menos claustrofóbico do que o do comum cidadão. Agricultor e responsável pelo projeto "Cantinho das Aromáticas" em Vila Nova de Gaia, revela-nos que a adversidade é uma constante na vida de um agricultor. A pandemia foi mais uma. Mas confessa ter enfrentado estes tempos com uma grande dose de esperança. A esperança de que esta paragem tenha resultado numa reflexão generalizada e para uma nova atitude perante o futuro, que passe pela mudança de mentalidades até face à agricultura, onde a produção local passe a estar cada vez mais ao alcance do consumo local. Pois como ele mesmo diz, "quando o agricultor não planta, a cidade não janta". Este vídeo faz parte de uma nova série, às terças e sextas no DN.

Tempos que marcam

João Miranda. A agilidade do setor Agroalimentar que ficará na memória

Depois do pânico inicial perante as incertezas e o desconhecido, João Miranda, chairman da Frulact, empresa especializada na produção de preparados de fruta, destaca a resiliência de um setor que garantiu a continuidade das cadeias de fornecimento de alimentos pelos supermercados mas também de matérias-primas para a indústria agro-alimentar em todo o país. Nestes tempos, ficarão para sempre as marcas dos afetos limitados pela distanciamento, mas também as marcas de artistas que, como Vihls, usaram o talento que têm para agradecer a quem esteve na linha da frente na luta contra a COVID19. Este vídeo faz parte de uma nova série, às terças e sextas no DN.

Passo muito tempo no trabalho

Sónia Morais Santos e as mães que vivem com sentimentos de culpa

"Eu não gosto de brincar com os meus filhos. Faço um frete." Há onze anos, quando Sónia Morais Santos escreveu isto pela primeira vez no blogue Cocó na Fralda, não fazia ideia que tanta gente se iria rever naquelas palavras. Para a jornalista, este e outros sentimentos de culpa continuam a perseguir muitas mulheres. Do tempo que passam no trabalho ao facto de não amamentarem ou não terem tido um parto natural, há angústias comuns a muita gente. Entrevista de Paulo Farinha

Sónia Morais Santos

Férias sem filhos? Sim, claro. "Antes de sermos pais, somos um casal"

"Antes de sermos pais e mães, somos um casal. E antes de sermos um casal, somos pessoas." Por isso, defende Sónia Morais Santos, além do tempo com os filhos, precisamos de ter tempo de qualidade individualmente. E a dois. Para a autora do blogue Cocó na Fralda é vantajoso, por exemplo, tirar alguns dias de férias sem os filhos. Ganham os adultos, ganham as crianças, porque lhes estimula a autonomia, e ganham os avós que podem passar tempo com os netos. A opinião de uma prática mãe de quatro filhos - que garante que não vai ao quinto - e [...]