Ricardo Simões Ferreira

A espreguiçar na rede

Quem é que disse que o Facebook já era?

A morte lenta do Facebook foi uma notícia grandemente exagerada. Desculpem-me a fácil variação sobre a frase de Mark Twain, mas não resisti, tendo em conta o que muito já se disse e escreveu acerca dos alegados efeitos do caso Cambridge Analytica. Em previsões nitidamente recheadas de wishful thinking, alguns analistas sublinharam o facto de a rede social ter reduzido (ligeiramente) o número de utilizadores ativos no último trimestre do ano passado (nos EUA e Canadá), ligaram-no aos estudos de mercado que diziam que os miúdos preferem o Instagram, e associaram tudo isto à sua ideia de que deveria haver uma real onda de fundo contra a plataforma por causa dos abusos na partilha de dados pessoais. E declararam que estávamos no princípio do fim de uma era.

A espreguiçar na rede

A Google faz o que quer da internet. E nós deixamos

O browser Chrome - o navegador mais utilizado no mundo, com um share de cerca de 60% - começou esta quinta -feira a bloquear as publicidades mais intrusivas. A Google, a dona do programa e a empresa que quer ser sinónimo de internet, diz que esta é uma forma de combater os anúncios que não respeitam as boas práticas. E, ainda que a medida tenha um efeito aparentemente positivo para o utilizador, é a demonstração de como, para estarmos na net, ficamos à sua mercê.