Paulo Tavares

Opinião

Um congresso e uma não questão

Sabemos como é difícil a um partido no poder conseguir animar um congresso não eletivo. O problema agrava-se se, como é o caso, a economia e as finanças públicas não estiverem a dar más notícias e, sobretudo, quando há uns quantos escândalos que não podem ocupar demasiado palco - Sócrates, Pinho ou Pedro Siza Vieira. Como resolver o problema? Encontra-se uma causa fraturante? Estão quase esgotadas. Avança-se para um debate ideológico sobre o posicionamento do partido? Parece que o PS achou alguma piada a esta última solução.

Opinião da direção

Marcelo 2021

Era um dos segredos mais mal guardados da política portuguesa e a coisa, a notícia, é mesmo muito pouco surpreendente. Há ainda assim uma justificação para o espaço que o DN dedica hoje às declarações de Marques Mendes ontem à noite na SIC, garantindo que Marcelo Rebelo de Sousa vai mesmo recandidatar-se a um segundo mandato. O comentador é conselheiro de Estado - onde entrou por escolha do Presidente - e o que diz sobre a Presidência ou sobre as posições do Presidente é sempre a segunda melhor opção, logo a seguir a um comunicado oficial.

Opinião

Assunção e um pecado capital

Assunção Cristas apresentou-se ontem no congresso de Lamego com um discurso de uma nota só. As ideias de que será em 2019 que vão a eleições lutar pelos votos do centro-direita em pé de igualdade com o PSD, de que ela, Assunção Cristas, é candidata a primeira-ministra e de que o CDS é a única e verdadeira alternativa ao governo do PS são, afinal e bem espremidas, uma só: na cabeça da líder, chegou a hora do CDS. A soberba é um dos sete pecados capitais, o que não fica nada bem num partido que se diz da democracia-cristã.

Opinião da direção

O jornalismo e o desafio da verdade

Um jornalismo sem fingimentos, hostil às falsidades, a slogans sensacionalistas e a declarações bombásticas; um jornalismo feito por pessoas para as pessoas e considerado como serviço a todas as pessoas, especialmente àquelas - e no mundo são a maioria - que não têm voz; (...) um jornalismo empenhado em indicar soluções alternativas à escalada do clamor e da violência verbal." O apelo é do Papa Francisco, na mensagem que publicou ontem, no Dia Mundial da Comunicação Social - uma ideia saída do Concílio Vaticano II.