Miguel Poiares Maduro

Opinião

Passos Coelho: um político para estes tempos?

2 de julho de 2013. O então ministro da Defesa Paulo Portas tinha pedido a demissão do governo e Passos Coelho tinha reunido algumas pessoas para nos ouvir sobre a decisão a tomar. Durante umas horas discutiram-se todas as alternativas possíveis (pelo menos, aquelas que julgávamos possíveis...). Da apresentação da demissão pelo PM e quase inevitável convocação de eleições antecipadas à apresentação de uma moção de confiança e/ou um novo acordo com o CDS (com ou sem a mesma liderança). Todas as alternativas pareciam ter sido apresentadas e discutidas quando Passos Coelho comunica aquela que seria a sua decisão: não aceitaria a demissão de Paulo Portas. Esta decisão transformou toda a perceção e gestão da crise política. Basta reler os jornais desses dias para perceber como o inevitável mudou.