Jaime-Axel Ruiz Baudrihaye

Jaime-Axel Ruiz Baudrihaye

A Linha de Cascais vista por duas mulheres singulares

Branca de Gonta Colaço e Maria Archer foram duas portuguesas de grande envergadura, cultas, liberais, dessas que elevam a densidade cultural de um país. Foram esquecidas sem razão, mas um livro encontrado por acaso num dos melhores alfarrabistas de Lisboa, Eduardo Martinho, no Mercado de Santa Clara, desvendou-me como era a costa de Lisboa a Cascais no primeiro terço do século XX. O pretexto da sua interessante crónica foi o comboio, inaugurado em 1890, competindo com os vapores de rodas e os carrões.

Jaime-Axel Ruiz Baudrihaye

Reabriram as livrarias

As livrarias lisboetas são as primeiras andorinhas. Reabertas as livrarias e os alfarrabistas respiramos um pouco melhor nesta primavera que tarda. Lisboa foi sempre uma cidade de livrarias, um dos seus atrativos, um pretexto para passear, ainda que os cafés continuem fechados. Nelas encontraremos esse porto de abrigo de que tantas vezes sentimos falta numa urbe. Não sei porque as fecharam, pois nas livrarias quase nunca há ninguém, não há muito risco de contágio, mas, enfim, a pandemia tem destes paradoxos.