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Justa Nobre: "Estamos apreensivos sobre o que poderá vir a ser a nossa vida"

Tempos que marcam

Justa Nobre: "Estamos apreensivos sobre o que poderá vir a ser a nossa vida"

A chef destaca a tristeza com que estamos a viver estes tempos de reflexão sobre a crise pandémica. Para Justa Nobre, os dias de confinamento em que apenas servia refeições em take away tiveram um lado positivo: "voltar a jantar em casa com a família". O lado negativo é que foi também um período "deprimente" em que vivia "ligada às notícias" sobre a covid-19. No futuro, Justa Nobre deseja que o mundo se torne "mais equilibrado" e mais resiliente.

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Francisco Ferreira: "Este é e deve ser um tempo de oportunidade"

O presidente da associação ambientalista ZERO considera que devemos aproveitar este tempo de crise pandémica e as alterações que provocou no nosso dia-a-dia para criar uma nova forma de viver, mais próxima dos outros e mais sustentável. Para o professor universitário "a pandemia deu-nos uma ideia de uma emergência de saúde" que poderá estender-se por "um ou dois anos", mas a "emergência climática é muito, muito mais dramática".

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Katty Xiomara: o desejo de que a covid-19 seja a mais efémera das modas

Já em fevereiro Katty Xiomara percebeu que este seria um ano atípico, ao notar que a performance dos showrooms de Tóquio, Hong Kong e Milão estava "próxima de zero". Mal o estado de emergência se impôs, o confinamento não foi um óbice para a criatividade desta designer de moda. "O facto de viver e trabalhar no mesmo espaço ajudou muito." Mas os efeitos da paragem no negócio são impossíveis de negligenciar e a criadora prevê um "hiato de um ano e meio a dois anos", num percurso que se avizinha "difícil". No meio do ruído que terá sido feito por muitas marcas nesta fase, Katty Xiomara destaca a atitude de marcas como a Porto Editora que, não fazendo grande publicidade nesta fase, optaram antes por ajudar as famílias com a disponibilização gratuita do acesso à plataforma de ensino e aprendizagem da Escola Virtual. O presente não alimenta grandes expectativas, mas Katty Xiomara espera que este "grande acontecimento" seja catalisador para mudanças positivas ao nível social e político.

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Eugénio Campos. Quando o "convívio" é como uma jóia rara e preciosa na vida de todos.

Eugénio Campos viveu nos meses de estado de emergência momentos difíceis. Para o designer de jóias a paragem afetou todo o negócio à excepção da loja online. Foi um tempo de reflexão na vida e no futuro do negócio, mas também sobre a fragilidade da condição humana que - acredita - "não tem a força que achávamos que tinha antes da pandemia". Apesar disso, não deixou de criar uma jóia para ajudar quem estava na linha da frente do combate à pandemia. Desenhou uma jóia - "Arco Iris" - cuja margem de comercialização reverteu diretamente para a ala COVID do Hospital de São João. E nos dias de confinamento, foi no Spotify e no Netflix que o criador de jóias encontrou um escape para lidar com a incerteza que estes tempos trouxeram a todos nós.

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Miguel Salema Garção: "Nenhuma pessoa, nenhuma marca será a mesma depois desta pandemia"

Os CTT foram uma das empresas que estiveram na linha da frente durante o confinamento e esse foi um dos desafios desse período para Miguel Salema Garção. O Diretor de Comunicação, Sustentabilidade e Marketing dos CTT destaca a necessidade de afastamento físico dos mais velhos como uma das memórias que irá reter desta crise pandémica. Em relação ao futuro pós-Covid-19, Miguel Salema Garção defende a necessidade de criar um mundo mais sustentável e amigo do ambiente para as futuras gerações.

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Luís Alves. A resiliência que marca os tempos de pandemia de um agricultor

Em 10 hectares de quinta no meio da cidade, Luís Alves, sentiu-se um privilegiado para quem o "confinamento" foi muito menos claustrofóbico do que o do comum cidadão. Agricultor e responsável pelo projeto "Cantinho das Aromáticas" em Vila Nova de Gaia, revela-nos que a adversidade é uma constante na vida de um agricultor. A pandemia foi mais uma. Mas confessa ter enfrentado estes tempos com uma grande dose de esperança. A esperança de que esta paragem tenha resultado numa reflexão generalizada e para uma nova atitude perante o futuro, que passe pela mudança de mentalidades até face à agricultura, onde a produção local passe a estar cada vez mais ao alcance do consumo local. Pois como ele mesmo diz, "quando o agricultor não planta, a cidade não janta". Este vídeo faz parte de uma nova série, às terças e sextas no DN.

25 de Abril

O dia em que o 25 de Abril passou da Avenida para as janelas

É o grande momento de celebração do 25 de Abril: a Avenida da Liberdade, em Lisboa, enche-se de milhares de pessoas a celebrar a data da revolução. Este ano, numa imagem inédita, a avenida continuou entregue aos poucos carros que passavam, sem vislumbre de ajuntamentos. Mas houve quem não dispensasse a celebração, mesmo que individual. Desta feita, a festa fez-se à janela e à varanda, a cantar, a tocar ou simplesmente a ver.