Francisco George

Francisco George

Resposta à covid-19. Responsabilidade

Imagine-se um hipotético cenário de possível tragédia iminente, por exemplo, quando o comandante de um avião com 300 passageiros a bordo, em pleno voo, ao aproximar-se da pista para aterrar no aeroporto de destino, constata que o "trem de aterragem" não desceu e, portanto, que sem as rodas da aeronave no solo não haverá a operação habitual. Ele bem sabe que sem as rodas a aterragem tem risco certo de crash, de colisão seguida de incêndio e de potencial desastre fatídico. Conhece as regras. Discute com o copiloto e chama o chefe de cabina. Preparam-se para o pior. Mas, com serenidade e confiança, que se sobrepõem ao medo, os tripulantes observam a rigor as normas de contingência previstas para a avaria verificada. Comunicam à torre de controlo que alerta, por sua vez, a corporação de bombeiros de serviço. O avião sobrevoa a cidade, em voltas e mais voltas, para consumir o combustível restante nos tanques. Avisam os passageiros para colaborarem e apelam para seguirem as indicações de segurança. Todos informados e preparados. Chega o momento de o comandante decidir aterrar. Aproxima-se da pista, especialmente preparada para o efeito, que está ladeada por carros de bombeiros e com cobertura de espuma que mais parece revestida a esferovite. A classe demonstrada pelos bombeiros bem treinados e os modernos equipamentos disponíveis são garantia do sucesso da resposta à emergência. Um êxito.