Euro2020

Opinião

SARS-CoV-2 é o vencedor do Inglaterra-Itália

Pudesse o vírus escolher países para mais um superevento de contágio e talvez escolhesse estes dois, cuja história negra vem desde o início da pandemia. Itália exponenciou em fevereiro de 2020 o SARS-CoV-2 vindo da China, Inglaterra introduziu-lhe mais tarde a variante alfa. Hoje reúnem-se na final do Euro, propulsionando mais uma avalanche de casos nas próximas semanas, depois de milhares e milhares de mortes ficarem esquecidas como se tivessem sido há um século. Tudo patrocinado pela mais irresponsável das organizações europeias, a UEFA, cuja ganância na venda de bilhetes gerou uma imagem global de multidões sem máscara amontoadas nos estádios. Não há dúvida de que a pandemia e o confinamento tornaram altamente seletiva a nossa memória e anestesiaram a luta contra o descaramento.