Entre as imagens

Problema em aberto: como pensar a relação entre a oferta e a procura?

João Lopes

Números e factos do cinema português

Consulto os mais recentes números das bilheteiras de cinema em Portugal, publicados pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA). No fim de semana de 7/10 de outubro, 007: Sem Tempo para Morrer vendeu 59.683 bilhetes; no mesmo período, o filme português A Metamorfose dos Pássaros teve 1.206 espectadores - contas redondas: 50 vezes menos que a nova aventura de James Bond. Entretanto, o filme de 007, estreado na semana anterior, já foi visto por 246.478 pessoas.

João Lopes

À procura de Willie Boy

Há dias, ao escrever sobre o novo e belíssimo filme de Clint Eastwood, Cry Macho - A Redenção, fui conduzido a algumas memórias do "western". Com a acção situada na transição das décadas de 1970/80, o novo filme é, de facto, uma variação sobre as matrizes clássicas desse género que se consolidou como um panorama, pleno de contrastes e contradições, da história da formação dos EUA - em particular, como bem sabemos, das convulsões da expansão para Oeste.

Opinião

A arte de conhecer, segundo Michelangelo Antonioni

Tomer Hanuka é um artista nascido em Israel, em 1974, desde os 22 anos a viver nos EUA. O seu trabalho como desenhador, ilustrador e cartoonista tem surgido em publicações como as revistas Time, The New Yorker e Rolling Stone, estando também ligado a novelas gráficas como The Divine (2015), escrita por Boaz Lavie, ilustrada por Hanuka e o seu irmão gémeo, Asaf Hanuka. No cinema, trabalhou em A Valsa com Bashir (2008), o filme de Ari Folman que evoca a guerra do Líbano, em 1982, através do cruzamento de desenhos animados e narrativa documental.

João Lopes

Torre Bela, aqui e agora

A imagem possui aquele grão, irregular e frágil, de uma memória de várias décadas. O fotograma pertence a Torre Bela, documentário realizado pelo alemão Thomas Harlan, entre março e dezembro de 1975, testemunhando a ocupação da herdade ribatejana da Torre Bela pelos seus trabalhadores. Os protagonistas são um camponês que não aceita que o seu instrumento pessoal de trabalho possa ser encarado como sendo "da cooperativa" e Wilson Filipe, de alcunha Sabu, tentando demonstrar-lhe que estão todos a viver um "processo" capaz de pôr fim à "tua vida de escravo".