Eça de Queirós

Luís Filipe Castro Mendes

Eça de Queirós não escrevia bem

Dizia-se de um falecido cronista, não destituído de graça e de talento, que "escrevia bem". Vasco Pulido Valente, é de quem falo, deixou por certo textos memoráveis, cheios de humor e inteligência. Mas a sua escrita é assinalada com a marca do bom escrever apenas e tão-só pela sua constante absorção do estilo e dos tiques literários de Eça de Queirós, modo de ver e de escrever que se tornou historicamente paradigma e matriz de grande parte dos discursos dos portugueses sobre Portugal.