Diretas no PSD

Rui Rio versus Paulo Rangel

Homens do norte. Um teima no PSD ao centro, o outro puxa-o à direita

As eleições diretas no PSD vão mesmo acontecer. Seja a 4 de dezembro ou antes, como pede Rio. E nesta corrida à liderança, em que entra o eurodeputado Paulo Rangel, há dois perfis e projetos políticos distintos. Rangel quer uma oposição mais vigorosa ao PS, partido a quem Rio mantém aberta a porta do diálogo. Bloco Central é que não, dizem os dois.

PSD

As prioridades de Luís Montenegro: "No partido a prioridade é a unidade"

1. Portugal precisa de reformar as suas estruturas sociais, económicas e estatais. A prioridade para o país é criar mais riqueza. Estamos na cauda da Europa. Para crescer precisamos de atrair e estimular mais investimento, o que pressupõe uma carga fiscal mais baixa. Sobre as pessoas, porque estamos a sentir carência de mão-de-obra qualificada, que emigram porque o nível salarial é baixo e os impostos altos. Sobre as empresas, porque não somos competitivos com os países que se comparam connosco, nomeadamente no leste da Europa. Com uma nova política fiscal, podemos aumentar a produtividade e a criação de valor. E a par disso, reformando o Estado para que seja mais eficiente e ofereça melhores serviços aos cidadãos, tornar o país socialmente mais justo e com menos desigualdades. O caso da saúde é ultraprioritário porque nunca como hoje houve uma disparidade tão grande no acesso a cuidados de saúde entre os mais ricos e os mais pobres.

Eleições diretas

Segunda volta inédita no PSD. Rio recusa desafio de Montenegro

Rui Rio foi o mais votado nas diretas do PSD deste sábado, mas não teve maioria e é obrigado a ir a uma segunda volta. Montenegro pisca o olho aos apoiantes de Pinto Luz e viu rejeitado o desafio que lançou ao opositor para um debate televisivo. O presidente social-democrata lança-lhe farpas e diz que não andou a negociar lugares.

Exclusivo

Diretas no PSD

PSD e a maçonaria. Todos os candidatos têm ligações (até Rio)

O presidente do PSD denuncia insistentemente a influência nefasta da maçonaria dentro do partido - mas a verdade é que a comunicação da sua campanha para a reeleição está a ser dirigida por alguém que é militante ativo do Grande Oriente Lusitano há mais de 25 anos. Miguel Pinto Luz foi maçon - mas entretanto aproximou-se de uma organização arqui-inimiga, o Opus Dei.