conflito israelo-palestiniano

Opinião

O Plano Americano para a Paz no Médio Oriente

O plano de paz americano para o Médio Oriente, apresentado ao público algumas semanas atrás, é uma contribuição completamente nova para a teoria da negociação e o papel aperfeiçoado do chamado mediador ou "intermediário". Desde a resolução da Assembleia Geral da ONU de 29 de novembro de 1948, que foi o primeiro plano de paz para a questão israelo-palestiniana, muitos planos foram apresentados pelos principais mediadores e nenhum dos quais foi totalmente implementado. A verdadeira paz entre israelitas e palestinianos nunca foi estabelecida e a contínua violência foi apenas pontuada por períodos de calma.

Leonídio Paulo Ferreira

O quarto “não” dos palestinianos

Se contarmos o plano de partilha da ONU, a solução oferecida por Bill Clinton e o mapa apresentado por Ehud Olmert, já por três vezes desde 1947 os palestinianos recusaram a hipótese de um Estado. Agora, perante a proposta feita por Donald Trump, acrescentam uma quarta recusa, sem dúvida a mais justificada de todas, pois nem sequer foram consultados antes, com um telefonema de última hora do presidente americano a não ser atendido para não servir de argumento. O problema é que, como sempre, são o lado que mais fica a perder. E sem grandes perspetivas de poder inverter a relação de forças, perante um Israel cada vez mais forte (e apoiado pelos Estados Unidos) e um mundo árabe cada vez menos solidário com Gaza e Cisjordânia (e uns Estados Unidos também menos imparciais).