1864

1864

Homens e mulheres: descubra as diferenças (sim, há algumas)

Crescemos a ouvir dizer que somos todos iguais, mas não somos. Tal como não somos melhores nem piores do que ninguém, razão por que as diferenças de género não servem de desculpa para discriminar com base em preconceitos. Sexo forte (ou fraco) é coisa que não existe. Apenas pessoas mais ou menos esclarecidas. Texto de Ana Pago A princípio, Filipe Simão e Sofia Domingues pensaram que com empenho redobrado talvez pudessem tornar-se mais iguais, mas não foi o caso. O informático continuou introvertido, desarrumado, fechado na concha. A consultora de comunicação organizada, conversadora, emotiva. Os meses passavam e eles apaixonavam-se [...]

João Céu e Silva

O mundo seria maior sem pontes

Falar de pontes pode parecer um debate estéril, mas sem elas o mundo seria maior e hoje em dia queremos tudo à distância de um dedo. O que diriam os milhares de pessoas que vão passar o fim de semana ao Algarve se não tivessem a Ponte 25 de Abril para os pôr em casa em poucos minutos e fossem obrigados a ir até Cacilhas e atravessar o rio num ferry, com filas pelo meio ou ir por Vila Franca de Xira e fazer o único bocado de autoestrada que então existia em Portugal?

Comportamento

Que máscaras são estas que todos usamos?

A ideia de que o mundo é um palco (ou uma espécie de Carnaval) é verdadeira. Representamos diariamente em casa, no trabalho, com amigos, a cada contexto. E assim nos relacionamos com outras pessoas que fazem outro tanto, gerindo as suas próprias personagens e representações. Máscaras servem para orientar expectativas e impressões. Para nos sentirmos melhor connosco. Daí todos sermos tantos-em-um, com o que isso tem de mau e bom.

1864

"Gripado"

Era o tempo dos liceus e dos contínuos - não havia cá escolas secundárias nem auxiliares educativos -, e o senhor Simão, a quem todos chamavam o Gripado, era figura central daquele nosso pequeno grande mundo, em que tudo assumia proporções imensas e definitivas. Mesmo tudo: as injustiças e a vontade de as mudar; as músicas rebeldes "que vinham de fora" e que o núcleo de rádio passava em afronta ao reitor, que se fazia de surdo para manter a autoridade; os panfletos clandestinos de impressão mal-amanhada que em gestos secretos, e crendo salvar o mundo, trocávamos febrilmente atrás do pavilhão, e as amizades intensas, os segredos, as gargalhadas e as lágrimas, os primeiros amores e os primeiros beijos. Um mundo inteiro a girar no nosso pequeno mundo, que para nós era único, e para sempre o seria.

1864

Os maus casamentos no prato: os alimentos que não combinam

Empiricamente, algumas das não harmonias à mesa já trataram de evitar repetição e normalmente o fundamento está na digestão difícil que as pequenas transgressões podem provocar. Um ensaio de Fernando Melo. Está quase a fazer trinta anos desde que recebi um dos mais insólitos faxes - lembram-se do fax, com certeza... - daminha vida. Era um convite da Mercian Corporation para uma prova de vinhos. Vi como algo normal até reparar que a mensagem vinha de Quioto, no Japão! Contactei telefonicamente o remetente para lhe explicar que por imperativos logísticos óbvios de distância e tempo não seria possível estar presente na tal prova, com [...]