Trabalhadores da Águas do Tejo Atlântico vão fazer greve na segunda-feira

Será afetado o serviço de tratamento de esgotos

Os trabalhadores da Águas do Tejo Atlântico, que opera na Grande Lisboa, anunciaram esta sexta-feira que vão fazer greve na segunda-feira pela uniformização dos seus direitos, avançando que a ação de protesto vai afetar o serviço de tratamento de esgotos.

Em declarações à agência Lusa, o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) Joaquim Sousa disse que a Águas do Tejo Atlântico resulta da "fusão de três empresas do grupo Águas de Portugal, mas com realidades diferentes", pelo que a greve visa exigir que "todos os trabalhadores da empresa tenham direitos iguais para trabalho igual".

"Uma empresa que ambiciona a 'excelência de serviço' não pode reiteradamente tratar de forma desigual os seus trabalhadores, esperando que o problema desapareça", lê-se na convocatória de greve.

Os trabalhadores vão lutar "pela uniformização do subsídio de transporte para 99,74 euros, pela uniformização do subsídio de refeição para 7,07 euros, pela uniformização do subsídio de prevenção para 2,23 euros por hora e pela atribuição de subsídio de turno de 8,3% para os trabalhadores que praticam modalidade de horário".

Atualmente, a empresa Águas do Tejo Atlântico emprega cerca de 360 trabalhadores e "é responsável tratamento de esgoto desde a costa do Estoril até à Nazaré", pelo que a greve pode ter "um impacto muito grande", afirmou Joaquim Sousa.

"Uma estação elevatória pode parar", exemplificou o dirigente do STAL, reforçando que "o serviço dos trabalhadores da manutenção é diário".

Neste sentido, os trabalhadores vão assegurar um piquete de greve para que "não haja nenhum problema ambiental grave, não quer dizer que não aconteça, pode vir a acontecer", declarou o responsável do STAL, lembrando que existem dezenas de bandeiras azuis nas praias da zona intervencionada pela empresa Águas do Tejo Atlântico.

"Durante anos não se fizeram investimentos na reparação dos equipamentos, assim como também não se investiu nas condições de trabalho", lamentou Joaquim Sousa.

No dia da greve os trabalhadores vão concentrar-se, às 10:30, em frente à sede da empresa Águas do Tejo Atlântico, na ETAR de Alcântara, em Lisboa, para "fazer o ponto de situação e discutir novas formas de luta".

De acordo com o dirigente do STAL, os trabalhadores estão disponíveis para desconvocar a greve se a administração da empresa responder positivamente às revindicações dos trabalhadores e que tenha um plano concreto para as fazer cumprir.

A Águas do Tejo Atlântico tem como objetivo a recolha, o tratamento e a rejeição de efluentes domésticos e urbanos, de forma regular, contínua e eficiente, provenientes de cerca de 2,4 milhões de habitantes, abrangendo os municípios de Alcobaça, Alenquer, Amadora, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Cascais, Lisboa, Loures, Lourinhã, Mafra, Nazaré, Óbidos, Odivelas, Oeiras, Peniche, Rio Maior, Sintra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

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