Suspeito de raptar menor de Ponte de Lima fica em preventiva

Homem foi ouvido esta manhã no Tribunal de Viana do Castelo

O suspeito de raptar Mariana Leirinha, de 13 anos, ficou em prisão preventiva, depois de ter sido presente a interrogatório judicial no Tribunal de Viana do Castelo, esta manhã.

O oficial de justiça Delfim Parente anunciou a decisão decretada pelo juiz, não revelando os crimes por que saiu acusado por o caso estar em segredo de justiça. Questionado pelos jornalistas, o funcionário judicial também não revelou o estabelecimento prisional para onde o homem foi conduzido o homem.

A advogada oficiosa do suspeito, Isabel Guimarães apenas adiantou que o arguido não prestou declarações ao juiz.

O suspeito, Indiciado pela prática de, pelo menos, um crime de rapto agravado, chegou ao tribunal de Viana do Castelo cerca das 10:10, numa viatura da Polícia Judiciária (PJ) de Braga que o reconduziu, pouco antes das 15:00, ao estabelecimento prisional onde irá aguardar o desenrolar do processo.

A menor foi ontem de manhã resgatada pelas autoridades, depois de uma semana desaparecida. Estava no interior de uma residência em Vigia, vagos distrito de Aveiro na companhia desta indivíduo de 24 anos, sem ocupação profissional e amplamente referenciado pela prática de crimes de natureza sexual envolvendo menores de idade, consoante anunciou a PJ.

"Tem um perfil típico de um predador sexual através da internet e das redes sociais", disse à Lusa Gil Carvalho, diretor da Polícia Judiciária de Braga, departamento que efetuou a detenção. Segundo este responsável da PJ, o detido está já "identificado em meia dúzia" de outras situações análogas, "mas é muito provável que muitas outras possam ser identificadas".

A adolescente, que foi aliciada pelo suspeito através do Facebook, já está aos cuidados da família.

O alerta para o desaparecimento de Mariana Leirinha foi dado ao final do dia de sexta-feira passada. A adolescente, residente na freguesia de Beiral do Lima, "apanhou o autocarro dos transportes escolares, na sexta-feira de manhã, para ir para as aulas mas não se apresentou na escola", contou então fonte do Comando Nacional da GNR.

Praticamente desde o início, as operações de busca foram alargadas à região de Aveiro devido à captação de um sinal do telemóvel naquela zona.

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