Sobrecarga da rede de oxigénio no Amadora-Sintra. 48 doentes transferidos para cinco hospitais

48 doentes tiveram de ser transferidos para unidades mais próximas e nenhum correrá risco de vida

A rede de oxigénio para tratamento de doentes colapsou ao final da tarde desta sexta-feira no Hospital Amadora-Sintra. O incidente deveu-se a uma "sobrecarga da rede de oxigénio", avança a TVI.

Segundo Rui Santos, enfermeiro-diretor do Hospital Fernando da Fonseca, vulgo Amadora-Sintra, 48 doentes estão a ser transferidos para outros hospitais - depois dos 20, 31 e posteriormente 44 anunciados -, pelo menos 20 para o Santa Maria e 11 para os hospitais de retaguarda na Cidade Universitária, no Hospital das Forças Armadas, Hospital de Setúbal e Hospital Egas Moniz. O Santa Maria vai receber 13 doentes covid e sete não covid, disse fonte oficial do hospital lisboeta ao nosso jornal.

Estes pacientes estavam a fazer ventilação não invasiva, mas não serão internados em unidades de cuidados intensivos, até porque nenhum está a correr risco de vida. De acordo com fonte hospitalar, em momento algum um paciente esteve sem oxigénio devido a esta sobrecarga.

O Amadora-Sintra tinha 333 doentes infetados por covid-19 em enfermaria e cerca de 30 em cuidados intensivos. "Mesmo com 320 doentes covid, temos o triplo do que estava previsto no nosso plano de contingência. O que apontávamos como pior cenário era 120 e chegámos a 363. Nas últimas 72 horas, abrimos 90 camas covid. O diâmetro da nossa tubagem não permite que tenhamos tantos doentes internados com tanto débito de oxigénio por minuto como é um doente ​​​​​​​covid. Atingimos, de certa forma, a nossa capacidade. Não há nenhum hospital da região com tantos doentes como nós", explicou fonte oficial do hospital ao DN.

O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, garantiu à TVI que a autarquia possui 45 camas que colocou à disposição do hospital e do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O hospital instalou há cerca de uma semana uma nova rede de oxigénio na Torre da Amadora para reforçar a já existente, face ao elevado consumo devido à pandemia de covid-19, informou a unidade hospitalar.

Numa nota divulgada na rede social Facebook, o Hospital adianta que reforçou a rede de gases medicinais que serve esta unidade, designadamente as áreas das enfermarias, serviços de urgência, unidades de cuidados intensivos, entre outras.

"Foi, assim, instalada uma nova rede de oxigénio na Torre Amadora para reforço da rede já existente, visando a manutenção de fluxos para estabilização da rede de oxigénio face ao elevado consumo", é indicado na nota.

O diretor do Serviço de Instalações e Equipamentos do Hospital ​​​​​​​Amadora-Sintra, Filipe Chibante, disse, citado na nota, que os reforços iam "praticamente duplicar a autonomia" na disponibilidade de oxigénio.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG